Ucrânia recebe mísseis anti-aéreos da Lituânia
Redação DM
Publicado em 14 de fevereiro de 2022 às 15:11 | Atualizado há 4 anos
A Ucrânia recebeu, no domingo, um sistema de mísseis antiaéreos Stinger e munição por avião da Lituânia, disse o ministério da Defesa em Kiev.
Outros dois aviões entregaram cerca de 180 toneladas de munição dos Estados Unidos, afirmou o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov. A Ucrânia até agora recebeu quase 1.500 toneladas de munição entregues em 17 voos, disse, pelo Twitter.
Autoridades militares dizem que a Ucrânia reforçou significativamente suas forças armadas com a ajuda de aliados, equipando o exército, especialmente, com sistemas anti-tanques norte-americanos e britânicos e drones turcos.
Os Estados Unidos e aliados dizem que a Rússia pode invadir a Ucrânia a qualquer momento. A Rússia, que tem tropas perto da Ucrânia, nega ter esse tipo de plano.
Telefonema
Em uma ligação telefônica com o presidente francês Emmanuel Macron, o presidente russo, Vladimir Putin, não deu nenhuma indicação de que estaria se preparando para invadir a Ucrânia, disse uma autoridade da presidência francesa.
No sábado, em um momento de alta tensão, os dois líderes falaram sobre a concentração de tropas russas perto da fronteira ucraniana, com Washington dizendo na sexta-feira (11) que Moscou pode invadir o país qualquer momento. A Rússia negou que planeje invadir a Ucrânia. “Não vemos nenhuma indicação no que o presidente Putin diz [de] que vai partir para a ofensiva”, disse a autoridade a repórteres depois que Macron e Putin falaram ao telefone por quase 90 minutos. “No entanto, estamos extremamente vigilantes e alertas à postura russa (militar) para evitar o pior”, acrescentou.
Separadamente, o Kremlin disse que Putin destacou, durante a ligação com Macron, a “falta de uma resposta substantiva dos Estados Unidos e da Otan [Tratado do Atlântico Norte] a iniciativas russas conhecidas”. Isso se referia a uma série de exigências de segurança russas, incluindo a de impedir a Ucrânia de ingressar na Otan.
Putin e Macron também discutiram a situação relacionada a “especulações provocativas” em torno de uma invasão russa supostamente planejada, disse o Kremlin.
O funcionário do Eliseu disse que seu governo recomendou que os cidadãos franceses evitem viagens à Ucrânia e que os preparativos sejam feitos para que funcionários da embaixada e suas famílias deixem o país, se quiserem. O embaixador revisará a situação dos cerca de mil cidadãos franceses no país, muitos dos quais têm tambêm cidadania ucraniana, disse o funcionário do Eliseu.
Os Estados Unidos e muitos outros países pediram que seus cidadãos deixem a Ucrânia em meio a temores de uma invasão.
Macron visitou Moscou no início da semana passada e, na ligação feita ontem, discutiu com Putin formas para avançar na implementação dos Acordos de Minsk para alcançar a paz no leste da Ucrânia, bem como condições de segurança e estabilidade na Europa, informou o Eliseu em comunicado à parte.
No sábado, Macron também conversou com o chanceler alemão, Olaf Scholz, bem como com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e deverá conversar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Na ligação com Zelenskiy, Macron reafirmou o apoio da França à soberania e integridade territorial da Ucrânia, disse o Eliseu.