Cotidiano

Tecnologias que estarão em alta neste ano

Redação DM

Publicado em 10 de janeiro de 2022 às 13:12 | Atualizado há 1 ano


Na edição de sexta-feira, 7, neste “Diário da Manhã”, o leitor teve a informação de que o agronegócio cada vez mais faz uso da inteligência artificial. O uso serve tanto para a cibersegurança quanto para aumentar a produtividade no campo.

Novamente, o discurso entusiasta dos códigos fontes está em alta, ainda que seja distante da nossa realidade – daí o desafio para 2022!

Apesar de muitas cidades fazerem uso da expressão de marketing “cidade inteligente” (caso de Aparecida de Goiânia), não existe nenhuma “inteligente” no mundo e esta parece ser a missão para 2022 e anos futuros: tornar as cidades mais conectáveis, mais acessíveis, desterritorializadas e navegáveis através de serviços públicos. O caso de Goiânia é clássico: usa-se pouco ou quase nenhum código original, adaptável e personalizado para o cidadão. Por isso esse debate estará em voga neste ano que se inicia.



Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), Jéferson Nobre, diz que existe uma tendência de tecnologias que estarão em alta neste ano.
Segundo pesquisa realizada pelo instituto, ganham destaque áreas como Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning.

“A Inteligência Artificial já é pesquisada aproximadamente desde os anos 70. Mas nos últimos anos teve um grande avanço muito em função do que a gente chama ‘aprendizagem de máquinas’, que é o mesmo que dizer que o computador consegue aprender alguns comportamentos e entender como algumas tarefas podem ser realizadas de forma eficiente. E o impacto disso no dia a dia, por exemplo, se dá quando escolhemos uma série ou filme no streaming. Da mesma forma nas redes sociais, há a seleção de quais postagens veremos na nossa linha do tempo”, explica o professor.

Para o pesquisador, essas tecnologias podem ser muito agradáveis. Mas alerta: a máquina pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. “Por isso, é preciso ter cuidado porque a máquina pode sim atacar a pessoa de forma autônoma, embora tudo isso esteja sendo estudado”, avalia Jéferson.

Na entrevista para o programa da Agência Brasil, ele explicou que o IEEE é a maior organização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

CES
Em paralelo à pesquisa divulgada por Jéferson Nobre, a maior feira de tecnologia, que se encerrou na última semana, converge o assunto para o metaverso. Está em plena execução a venda de terrenos virtuais.

Em tecnologia, a International Consumer Electronics Show (Exposição Internacional de Eletrônicos de Consumo), conhecida como CES, é a maior ditadora de tendências do mundo.

Feira profissional anual não aberta ao público, que ocorre desde 1967 em janeiro nos Estados Unidos, ela serve para anúncios e exibições de produtos.

Neste ano, o metaverso (combinação de tecnologias de realidade virtual e aumentada) tornou-se a grande atração, já que metade do mundo gamer tem familiaridade com ela pelo menos desde os anos 2000 – basta lembrar da rede social “avançada pra seu tempo” Second Life.

Gadgets
Empresa-mãe do Facebook, a Meta vem com tudo. E foi isso que a CES deixou claro. Existe uma tendência fortíssima de investimento no fone de ouvido PlayStation VR 2 e controle VR2 Sense, além do controle de pulso Vive da HTC para o fone de ouvido Vive Focus 3.

O VR2 Sense traz rastreamento ocular e retorno de áudio no fone de ouvido. Os jogos estão ultrareais com estas emoções.

Agora, os “batimentos acelerados de um personagem durante os momentos de tensão” bem como o “impulso de um veículo conforme o personagem acelera”, como disse em seu anúncio, vão mexer e remexer dentro das pessoas em situação imersiva.

Será que ao final do ano ao menos teremos conexão eficaz nas praças públicas de Goiânia? Ou oferta de gadgets para o cidadão comum nos prédios públicos ou no parque Flamboyant?


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