Cotidiano

Frutas e hortaliças seguem em alta

Redação DM

Publicado em 20 de outubro de 2021 às 12:40 | Atualizado há 5 anos

Os brasileiros ainda terão que pesquisar bastante para manter uma alimentação saudável e driblar a alta de preços de hortifrutis. Tomate e cenoura, por exemplo, apresentaram aumentos consideráveis no último mês nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País. De acordo com o 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Conab, divulgado ontem (19), a queda da oferta de tomate provocou elevações de preços de 50% a 60%, especialmente na segunda quinzena de setembro, e continuam em outubro, pois há pouco produto disponível.

No caso da cenoura, o declínio de 6% na oferta total aos mercados atacadistas também pressionou os preços para cima. “O longo período de estiagem, sobretudo na região de São Gotardo/MG, prejudicou o desenvolvimento das raízes”, explica o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho. “Mas a volta das chuvas em outubro pode indicar boa produtividade da cenoura, o que amenizaria essa elevação”.

Segundo o Boletim, a batata sofreu acréscimo nos preços na maioria dos mercados, mas com menor intensidade. A baixa qualidade do tubérculo freou o aumento. Mesmo assim, no começo de outubro, foram registradas altas sensíveis nas cotações, devido à queda na oferta causada pelas chuvas e as poucas áreas em ponto de colheita.

Entre as hortaliças, somente alface e cebola demonstraram médias de preços mais em conta nos mercados atacadistas. A cebola, por conta da maior área plantada em 2021 e pela menor qualidade, em função do déficit hídrico e temperaturas altas no período de desenvolvimento do bulbo. Já a alface ficou mais barata com a recuperação da oferta em parte dos mercados no mês de setembro, após inverno com baixas temperaturas.
Melancia – Houve aumento da comercialização e queda das cotações, já que a oferta de melancia esteve elevada em Uruana, principal município produtor goiano, reforçada pelo volume produzido na Bahia e Tocantins. Em Goiás, além da boa produtividade, as lavouras entraram em pico de colheita. Os preços aumentaram em Belo Horizonte (7,95%), Goiânia (48,94%), Recife (12,22%) e Fortaleza (7,44%).

As principais microrregiões que enviaram o produto às Ceasas foram Uruana/Ceres, com 11,13 mil toneladas; Rio Vermelho e Goiânia, com seis mil toneladas. Alface – A tendência do movimento de preços da alface foi de estabilidade e queda. Mantiveram-se estáveis os preços em Goiânia, Brasília e Fortaleza. Batata – Após apresentar tendência declinante durante quase todo o ano, os preços pelo segundo mês consecutivo subiram na maioria dos mercados. Dos dez entrepostos analisados, apenas na Ceasa – Goiânia o preço teve queda discreta de 2,91%.

Cebola – Mais uma vez se registrou nos mercados preços na sua maioria em queda e, quando não, com pequenas altas. Das dez Ceasas analisadas, em oito as cotações caíram e em apenas duas observou-se elevação pequena. Ainda acima dos 10% negativos, tem-se a Ceasa – Goiânia (11,24%).
Cenoura – Preços ascendentes em decorrência da menor oferta. Goiânia e Brasília mantiveram preços estáveis. Nos principais estados produtores a oferta também foi menor, podendo se destacar a queda a partir de Minas Gerais (5%) e de São Paulo (15%). Exceção verificou-se em Goiás e no Distrito Federal, cujos envios aos mercados, sobretudo os do próprio Estado, aumentaram em 15% e 10%.

Tomate – Os preços apresentaram-se de maneira ascendente. Na casa dos 20%, apareceram os acréscimos de preço na Ceasas /DF (27,11%), Goiânia (23,97%), Acre (22,75%) e Minas (21,93%). Banana – Altas na maioria dos entrepostos atacadistas, a saber: Ceagesp – São Paulo (2,32%), Minas (4,76%), Rio (15,56%), DF (9,43%), Goiânia (11,5%) e Acre (9,9%). Laranja – Mercado abastecido. Preços com alta de 14,53%.

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