Nando Reis lança single em dueto
Redação DM
Publicado em 15 de junho de 2021 às 14:12 | Atualizado há 5 anos
Nando Reis lançou, nas plataformas digitais, o single “Um Tiro no Coração”, canção que ele compôs no final dos anos 1990. A faixa fará parte de uma série de singles que o músico lançará ao longo do ano que vem, dentro de um projeto chamado “Nando Hits”.
Ele convidou a roqueira Pitty para dividir os vocais. Os dois já haviam se encontrado algumas vezes em palco, como em uma apresentação que os juntou ao rapper Marcelo D2. Pitty também cantou na faixa “Azul de Presunto”, do disco “Jardim – Pomar”, que o compositor lançou em 2016.
“Sou um homem muito cantado pelas vozes femininas. São mulheres que foram muito marcantes na minha história, como Cássia (Eller) e Marisa (Monte). Pitty também é uma delas. Reconheço na sua constituição como artista aquilo que mais me impressiona: força, originalidade e marca pessoal, que não só é absolutamente adequada para essa canção como para qualquer outra que eu a convidasse”, diz Nando.
“Um Tiro no Coração” foi lançada pela cantora Sandra de Sá em 2000, no disco “Momentos que Marcam Demais”. Cássia Eller (1962-2001), uma espécie de voz oficial da obra de Nando, participou da gravação. Posteriormente, Cássia e Nando Reis cantaram em um evento. A gravação foi, anos depois, incluída na coletânea póstuma Relicário.
Nando conta que Cássia gostava muito da canção e enxerga em Pitty, além das qualidades que já descreveu, uma coragem para encarar a releitura. “É incontestável, ou difícil de esquecer, que as músicas que foram cantadas pela Cássia sempre têm uma espécie de desafio. Acho admirável as mulheres que topam cantá-las”, diz.
Recentemente, Nando lançou um EP chamado “Nando & Sebastião” no qual dividiu faixas, vocais, arranjos e violões com o filho Sebastião. “O EP nasceu do nosso encontro nas lives. Foi meio natural que registrássemos algo no estúdio, onde se tem condições de desenvolver melhor o trabalho.”
“O Sebastião, além de ser um músico já com maturidade e linguagem própria, tem uma mente de produtor e arranjador. Não há músicas inéditas nesse trabalho. Muitas delas têm diversas gravações e arranjos. Queria, de certa forma, ouvi-las à maneira do Sebastião. Eu gravei voz e violão base e o deixei no estúdio. É um disco que me emociona muito”, diz.
A trajetória musical de Nando começa aos 19 anos, quando ele assume o baixo e também se torna um dos cantores e compositores dos Titãs, ao lado de Sérgio Britto, Paulo Miklos, Arnaldo Antunes, Branco Mello, Tony Bellotto e Marcelo Fromer. É de Nando, por exemplo, os hits “Marvin”, em parceria com Sérgio Britto, “Querem Meu Sangue”, “Os Cegos do Castelo’, “Pra Dizer Adeus’ com Tony Bellotto, “Bichos Escrotos” com Arnaldo Antunes e Sérgio Britto.
Em 1995, Nando já começa a dar seus primeiros passos sozinho e, paralelamente ao Titãs, ele dá início a sua carreira solo e lança o seu primeiro disco, chamado “12 de janeiro”, data do seu aniversário. As músicas de destaque são “Bom Dia”, “Me Diga“ e “Meu Aniversário”.
Em 2000, ele coloca nas lojas “Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro”, que é gravado nos Estados Unidos e todas as músicas são de sua autoria. Já estão aqui as canções que estourariam alguns anos depois, como “All Star” e “Relicário”. Peter Buck, guitarrista do R.E.M, toca bandolim nos hits “Dessa Vez” e “Frases Mais Azuis”.
E 2002 é um ano marcante na vida de Nando: saiu dos Titãs e lançara “Infernal… But There is Still a Full Moon Shining Over Jalalabad” que tem canções que ele fez para os Titãs e também algumas que foram sucesso na voz de grandes nomes e parceiros, como Marisa Monte, Cássia Eller, Skank, Jota Quest e Cidade Negra. Entre os hits estão “ECT”, “Eu e Ela”, “O Segundo Sol”, “Cegos do Castelo”, “Marvin”, “Onde Você Mora” e “Me Diga”. (Agência Estado, com Redação)