Iris diz que covid-19 é resposta de Deus ao egoísmo da humanidade que só quer ganhar dinheiro
Redação DM
Publicado em 26 de fevereiro de 2021 às 18:47 | Atualizado há 5 anos
O ex-prefeito Iris Rezende (MDB) acredita em uma hipótese
mística para explicar a pandemia de covid-19 que assola a humanidade.
Evangélico, o político disse para um jornalista do jornal “O
Popular”, durante entrevista para o portal do veículo, que a pandemia é uma
resposta divina para o comportamento mundano da humanidade.
Conforme Iris, a sociedade está excessivamente preocupada com
dinheiro e bens materiais.
Dentre os grupos que reclama e protestam contra as medidas de
restrição de isolamento se encontram empresários, que acusam a pandemia de
impedir que gerem riquezas.
“Não é simplesmente o Brasil. A humanidade está estonteada
com esse vírus. Eu tenho até pelo lado espiritual feito uma observação. Quando Deus
tirou seu povo do domínio do Egito e conduziu para terra prometida… E o povo
naquelas terras férteis se virou para economia, para ganhar dinheiro e esqueceu
de Deus. E o que Deus fez? Começou a impingir pragas lá junto com o povo para
que eles voltassem a lembrar que existe Deus. Eu acho que o que está faltado
muito na humanidade hoje é o mundo humano voltar para Deus, para o criador,
lembrar que nós somos pequenos, que nós precisamos da proteção do criador de
todas as coisas. O povo está esquecendo de Deus, precisa voltar para Deus. E
voltando para Deus muda imediatamente o comportamento. É isso que nós estamos
precisando. Talvez esse vírus é para despertar a atenção da humanidade de que
existe um criador”.
Iris tem relacionamento com denominações evangélicas desde a década de 1970. Na década seguinte seu nome chegou a ser apoiado pela nascente bancada evangélica para concorrer às eleições presidenciais, mas o grupo acabou apoiando Fernando Collor de Melo nas eleições de 1989. Durante todo o período pré-eleitoral as assembleias indicaram ter confiança no político goiano.
A fala de Iris Rezende repercutiu entre religiosos e aplicativos, caso de Telegram e Whatsapp. O trecho da entrevista foi compartilhado milhares de vezes.