Prefeitos se unem para tirar Paulinho Rezende do comando da AGM
Redação DM
Publicado em 8 de fevereiro de 2021 às 20:29 | Atualizado há 5 anos
A Associação Goiana dos Municípios (AGM) deve afastar Paulinho Rezende (PSDB) da gestão da entidade. Conforme Wilson Tavares, prefeito de Gameleira, o ex-prefeito de Hidrolândia não teria mais representatividade nenhuma para exercer a liderança dos municípios.
A exemplo de Wilson, um grupo de pelos menos 150 prefeitos insatisfeitos com a atual gestão está disposto a deliberar em março a escolha de um novo dirigente.
Paulinho não é mais prefeito e seu grupo político foi derrotado
no município, hoje governado por Zé Délio (DEM).
“Precisamos de representatividade: a diretoria da AGM deve ser composta por atuais prefeitos com mandato”, diz o prefeito.
Outra reclamação dos gestores diz respeito ao uso político da entidade: para eles, a AGM ficou “excessivamente” ligada aos políticos tucanos, que a comandaram nos últimos anos – o que naturalmente prejudica a AGM, já que o PSDB foi uma das legendas que mais se atrofiaram nas duas últimas eleições.
Para permanecer no comando da AGM, Paulinho, segundo os prefeitos, teria usado de um expediente que na época chegou a ser questionado: no ano passado, ainda com mandato, ele antecipou as eleições através de uma mudança no estatuto da instituição e se candidatou. Desta forma, Paulinho ficaria até março de 2022 no comando da entidade, mesmo sem ser prefeito.
Conforme os afiliados indignados, apenas dez prefeitos assinaram a mudança, mas destes, oito deixaram os comandos dos municípios.