Queimadas no Pantanal batem recorde em décadas
Redação DM
Publicado em 1 de outubro de 2020 às 16:17 | Atualizado há 6 anos
Sem procedentes, essa é a realidade das queimadas no Pantanal, diferente do atual e errôneo discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), minimizando o número e o avanço das queimadas no Brasil, nos dois biomas mais preservados do país, a floresta Amazônica e o Pantanal.
O bioma Pantanal, a maior planície úmida do mundo, que se concentra nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, expôs a sétima alta mensal consecutiva e bateu o recorde do registro histórico para setembro, com 8.106 focos de calor, alta de 180% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, que teve 2.887 focos. Nesta quarta-feira (30), os satélites captaram ainda 682 focos ativos. Em apenas nove meses, o bioma também bateu o recorde anual.
Conforme dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1° de janeiro e 30 de setembro, o total de pontos de fogo no Pantanal, 18.259, já supera 82% o total de queimadas observadas ao longo de todo o ano passado no bioma (10.025). E é o maior valor observado para o período de um ano desde desde o início dos registros do Inpe, em 1998. O maior valor até então era de 2005, com 12.536 focos para 12 meses.
Segundo o site de notícias Terra, o equivalente em áreas, foram destruídos 23% do bioma, segundo estimativas do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UF-RJ), analisadas até 27 de setembro. O cálculo aponta que o fogo atingiu até domingo 34.610 km2.
O acompanhamento do Instituto Centro da Vida (ICV), organização sediada em Mato Grosso, vem observando de perto as queimadas no bioma e, relatou no início da semana que mesmo com as primeiras chuvas de setembro ainda não foram capazes de aplacar o alastramento dos incêndios no estado.
Ainda segundo o ICV, o fogo continua avançando pelo Parque Estadual Encontro das Águas, maior hábitat de onças pintadas do mundo e que já teve 93% de sua área atingida. Outra unidade atingida foi a Estação Ecológica Taiamã, com 27% da área atingida.
Fogo na Amazônia
Na Amazônia, foram 32.017 focos, alta de 60,6 em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 19.925 focos em setembro. É o maior valor desde 2017 para este mês no bioma.