Educar os filhos é prepará-los para a vida em sociedade!
Redação DM
Publicado em 19 de maio de 2016 às 01:46 | Atualizado há 10 anos
Educar significa preparar, ensinar, orientar.Quando o assunto é educação de filhos, os genitores ou os responsáveis legais devem ter consciência que a vida vai exigir-lhes muito acerca de questões que envolvam sobrevivência e sabedoria para a mesma em sociedade.
É sabido que crianças que não possuem limites podem tornar-se pequenas tiranas e que não há nada de “bonitinho” ao vermos quaisquer delas mandarem o pai ou a mãe calarem a boca.Isso não é sinônimo de personalidade forte, muito pelo contrário.
Os pais são verdadeiros ou pelo menos deveriam ser exímios orientadores no processo educativo devendo dizer “Não” sempre quando necessário, explicando à sua prole a importância do limite e a maleficidade do “Sim” em todas as situações que o descabem.
A educação nasce e deve ser cultivada em casa e já na primeira infância, quando erroneamente muitos pais acreditam que toda a desobediência dos filhos é algo passageiro.
Para ser algo provisório é mister atitudes condizentes com a idade da criança ou adolescente ,não podendo jamais acontecer a prática de violência seja física ou moral,na criação dos mesmos.Exemplifiquemos:quando uma criança de 02 anos de idade insiste em teimar devem os genitores dizer “Não” e explicar-lhes o porquê da negativa.Já o adolescente,mesmo sendo menor aos olhos da lei,já possui maior conhecimento que uma criança de 02 anos,não é mesmo?Então como proceder?Bem,o diálogo continua sendo a melhor solução,porém ás vezes é melhor impor limite da seguinte maneira:se não fez a tarefa de casa,não pode sair para andar de bicicleta com os amigos ou passar horas diante do vídeo game,enquanto não fazê-la.
Os primeiros anos de vida e a adolescência são fases que merecem atenção especial pois nessas observamos a formação do caráter de nossos pupilos.
Educar é responsabilidade de pai e mãe e não da escola ou da vida.Escola é complementadora desse processo; já a vida não é contribuidora, mas sim “cobradora” e de certa forma impiedosa e cruel.
Dizer “Não” é um ato de amor, não sendo tal atitude digna de sentimento de culpa dos pais ou responsáveis.Terceiros não podem ser vítimas da falta de educação de crianças ou adolescentes, em decorrência da omissão de quem tem o dever legal de ensinar, cuidar, orientar.
(Kelly Lisita Peres, advogada, professora universitária, pós-graduada em Direito Civil,Penal, Processo Penal e Docência Universitária)