O Grande Hotel
Redação DM
Publicado em 17 de maio de 2016 às 02:39 | Atualizado há 10 anos
Um dos primeiros edifícios de Goiânia, com os afagos especiais do fundador da cidade, o Grande Hotel foi um marcante registro dos primórdios goianienses.
Hospedou proeminências políticas, culturais e econômicas da época bem como os engenheiros responsáveis pela construção da nova Capital de Goiás.
Ali se realizava os bailes carnavalescos. À noite, aos sábados e domingos, a sociedade local se reunia para noitadas de lazer e cultural.
O charmoso hotel foi inaugurado tendo como seu primeiro administrador o Sr. Gil Pinto Leitão, português de origem, brasileiro de coração, que fez do local um ponto disseminador de cultura e civismo.
Registra-se o fato de que o bom fadado primeiro administrador do Grande Hotel é progenitor do Sr. Luz Medeiros Pinto, integrante da diretoria da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio.
Depois, à frente de Grande Hotel vieram Neném Veiga, em seguida sua esposa que arrendou-o por vários anos.
Clotário Mena Barreto foi um dos arrendatários. O sr. Augusto de Carvalho Franco, durante um acentuado tempo, também arrendou-o. Seu genro Pedro Galleti, também gerenciou o hotel.
No governo de Jerônimo Coimbra Bueno o Grande Hotel foi passado aos domínios do Instituto Nacional de Previdência Social com forma de pagamento à dívida que o Estado tinha para com a previdência social.
Na gestão de Pedro Wilson Guimarães, o imóvel foi devolvido à comunidade goianiense, em comodato sob o fulgor de vários dias de festa com a assessoria da Casa Cor.
A gestão do prefeito Paulo Garcia mantém ali um atuante braço forte do patrimônio cultural, histórico e artístico sob a égide da secretaria Municipal de Cultura.
(Walter Menezes, ex-presidente e conselheiro permanente da AGI, Associação Goiana de Imprensa e diretor do Jornal da Cultura Goiana)