Ex-funcionário processa Yahoo por não falta de aviso prévio de layoff
Redação DM
Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 03:40 | Atualizado há 10 anosNOVA YORK – Marissa Mayer, CEO do Yahoo, acumula uma série de reclamações dos acionistas da empresa a respeito da condução do negócio. Na tentativa de mudar o cenário, a diretora executiva vai anunciar um plano de reestruturação nesta terça-feira. No entanto, na segunda-feira, uma nova pressão entrou no caminho de Mayer: um ex-funcionário abriu processo contra a companhia, alegando que sua demisão foi causada por manipulação do sistema de revisão de desempenho dos empregados e discriminação de gênero.
Umas das políticas criadas pela CEO desde que assumiu a liderança da empresa em 2012 foi a análise trimestral de desempenho dos funcionários, na qual cada empregado é classificado em uma escala de um a cinco. Segundo Gregory Anderson, autor do processo, as notas são usadas para demitir centenas de funcionários em meio à crise que o Yahoo enfrenta. Nesta terça-feira, a companhia deve anunciar um plano de reestruturação.
Anderson, ex-editor dos sites de veículos, moradia, shopping, viagens e pequenos negócios do Yahoo, demitido em 2014, entrou com ação no Tribunal Federal de San José, na Califórnia. Ele alega que gerentes sênior da companhia manipulavam frequentemente o sistema de classificação para demitir centenas de funcionários sem justa causa para alcançar as metas financeiras do Yahoo, informou o “New York Times”. Anderson afirma na ação que os gerentes eram forçados a atribuir notas baixas a uma certa porcentagem da equipe, independentemente do desempenho real.
“O processo era opaco e os funcionários não sabiam quem estava tomando as decisões finais, quais números estavam sendo atribuídos e por quem durante o caminho, ou por que aqueles números estavam sendo alterados”, diz o texto do processo. “Essa manipulação do processo permitiu decisões de emprego, inclusive desligamentos, a serem definidas com base em preconceitos pessoais e esterótipos”.
De acordo com o autor do processo, o Yahoo estaria infringido leis de âmbito estadual e federal. Segundo legislação da Califórnia, o layoff de mais de 50 empregados dentro de 30 dias em uma única unidade exige anúncio prévio de 60 dias por parte do empregador. Já a lei federal exige comunicado prévio para um layoff de 500 ou mais trabalhadores.
Violações de cada uma dessas leis podem levar a penalidades de US$ 500 por empregado, além de pagamento atrasado por por cada dia de antecedência que a empresa não tenha cumprido.
Anderson sustenta que seu caso se enquadra na situação, já que, de acordo com informações de seu chefe à época da demissão, outros 600 funcionários de “baixo desempenho” também seriam mandados embora. No caso, o Yahoo não teria emitido tais comunicados.
No processo, o ex-funcionário afirma que recebeu boas notas e uma promoção antes de tirar licença no meio de 2014 para estudar na Universidade de Michigan, com autorização de dois executivos da empresa. Apesar disso, em novembro do mesmo ano, ele foi informado de que estava entre os 5% de pior desempenho da companhia, que foram demitidos.
Anderson alega ainda discriminação de gênero, afirmando que a empresa de média, favorecia sistematicamente mulheres em contratações, promoções e layoffs.