Brasil

Insegurança e corrupção aumentam no País

Redação DM

Publicado em 29 de janeiro de 2016 às 22:58 | Atualizado há 10 anos

Por descaso e incompetência do governo central, capitaneado há mais de 12 anos pelo lulopetismo fascista, a insegurança pública predomina em toda a geografia nacional  com os procedimentos delituosos da bandidagem e do crime organizado que não têm hora para atacar. Um governo que não zela pela segurança de seus habitantes não é digno desse mesmo povo, a exemplo do que ocorre com outros relevantes setores da gestão pública como saúde, educação, previdência social, transporte coletivo decente, limpeza urbana e outros meios do bem-estar social. Quanto à corrupção endêmica que prolifera no País, é fundamental que o poder Judiciário, a começar pelos tribunais superiores, seja mais severo na aplicação das leis específicas e não permita que a impunidade seja complacente com o banditismo e criminosos do colarinho branco. Até porque a Justiça não pode ser parcial e muito menos demorada, abrindo caminho à falta de punição. No combate à corrupção que viceja sobretudo nos escalões federais, inclusive com o mar de lama chegando ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional, registre-se, porém, o correto  procedimento da Polícia Federal, Procuradores e do magistrado Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal  do Paraná, integrantes da operosa Lava Jato, que já mandou para o cárcere vários barões da política, empresários de construtoras e outros figurões que desviaram bilhões de reais da Petrobras e do BNDES!

Voltando à insegurança pública, o grave problema não atinge apenas os grandes centros urbanos  como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também as demais regiões do Pais como o Estado de Goiás, a capital goiana, Aparecida de Goiânia e áreas metropolitanas, conforme a evidência dos fatos. São homicídios, latrocínios, estupros, assaltos, inclusive em residências, sequestros, roubos e outras modalidades criminosas, enquanto as forças policiais (militares e civis) não estão aparelhadas devidamente para conter e levar à prisão, sem delongas, os bandidos de maior ou menor grau de periculosidade. A Polícia Militar não tem o necessário efetivo e viaturas para percorrer os bairros 24 horas do dia, enquanto a Polícia Civil não dispõe de meios técnicos modernos para tornar mais eficazes suas investigações. Os grupos especiais da Polícia Militar, seja  em Goiás ou nas demais regiões do País, também se revelam pouco eficientes para enfrentar  o mundo do crime, chegando ao absurdo de bandidos comandarem delitos de natureza diversa do interior dos presídios. A população vive assustada e tem até receio de sair de casa para trabalhar, fazer compras, levar familiares às escolas, ir ao banco e outros afazeres. A PM não está por perto. O mais grave é que o governo federal  pouco interessa por investimentos na segurança pública nacional e só faz politicagem, enquanto o governador Marconi Perillo não mede esforços para inovar a gestão pública no Estado.

Há pouco, nesta Capital, mais precisamente no dia 27 (quarta-feira), uma senhora, mãe de família, passou por um calvário ao deixar seu carro fora do prédio onde mora, no bairro Alto da Glória. O ladrão roubou as duas placas do veículo da senhora e as colocou no carro em que ele estava (sem dúvida afanado). A PM, de imediato, procurou a senhora da placa roubada de seu carro, em vez perseguir e prender o ladrão da placa. Foi então que entramos em contato telefônico com o Comando-Geral da PM, mas quem nos atendeu foi sua Ajudante de Ordem, a  major Elisângela, que nos transmitiu toda orientação para o procedimento da vitima, inclusive o registro da ocorrência (feito no 6º DP) e outras medidas indispensáveis à segurança e identificação da vítima. Até hoje, porém, não se tem notícia da prisão do ladrão da placa roubada. Posteriormente, falamos via telefone com o comandante-geral da PM goiana, coronel Sílvio Benedito Alves, a quem relatamos os fatos  ocorridos, inclusive  que o ladrão da placa roubada ainda não fora preso. O coronel, porém, não entrou no mérito do caso que lhe informamos e passou a enaltecer o desempenho da Polícia Militar do Estado de Goiás, apresentando dados estatísticos sobre o número de prisões que a PM tem feito em Goiás, inclusive no setor do narcotráfico. O coronel Sílvio concordou conosco sobre o imperativo de o governo federal  criar o Ministério de Segurança Pública para interagir com os Estados. Ele também nos informou que visitou há algum tempo o Canadá, onde existe o Ministério de Segurança Pública, sendo um dos países mais seguros do planeta. Também esteve em países europeus, a exemplo da Inglaterra, onde a prioridade também é segurança pública.

A verdade (dizemos nós) é que no Brasil os governos do lulopetismo (Lula-Dilma, desde que chegaram ao poder em 2003 através do golpe do Mensalão), só se preocuparam com o poder pelo poder, usando a máquina estatal como propriedade. Registre-se também que governos anteriores, inclusive o do ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Sarney (PMDB) e Fernando  Collor (PTB), este atolado na corrupção dominante no País, também não se empenharam pela  criação do Ministério da Segurança Pública. A partir da investidura do petismo fascista no governo, a situação se agravou com a politicagem e o avanço da corrupção. Ministérios, cargos e outros  arranjos só para apaniguados políticos, que vivem e sobrevivem  na base da vergonhosa barganha. A moralidade pública e a ética foram jogados na lixeira pelos governos Lula e Dilma, tanto que ambos já foram citados e recitados por delatores presos da Lava Jato, notadamente no caso do Petrolão. Agora mesmo, Lula está sendo alvo de investigações  sobre o condomínio Solaris, em Guarujá (SP), onde estaria ocultando um apartamento com a conivência da construtora  OAS, esta envolvida no esquema de desvios de recursos bilionários da Petrobras. Todos os apartamentos do Solaris estão sendo investigados pela Lava Jato. Que o digam, mais do que nós, seus dignos procuradores. Tudo indica que a Lava Jato fará o cerco ao ex-presidente Lula, que segue mentindo à Nação.

No caso específico da presidente Dilma Rousseff, ela, com sua falácia inconsistente, segue enganando a população e fazendo de tudo para se livrar do impeachment. Vamos ver se o Tribunal Superior Eleitoral agirá com imparcialidade sobre suas contas da campanha eleitoral de 2014 com doações ilegais de empreiteiras, inclusive da Andrade Gutierrez (R$ 10 milhões). Vamos aguardar também se o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, continuará fazendo o jogo do Planalto, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, mesmo acusado de possuir contas  ilegais na Suíça, não se dobra às pressões do Planalto e pretende votar o impeachment, mesmo com a oposição  fragilizada  e que não se mobiliza pela saída da ex-guerrilheira, hoje chefe suprema das Forças Armadas. Também é estranho que o ministro da Defesa seja o  comunistoide Aldo Rabelo, enquanto o Palácio do Planalto agasalha os senhores Jacques Wagner, chefe da Casa Civil, e Edinho Silva, ministro de Comunicação Social, ambos envolvidos no esquema de desvios de recursos da Petrobras. A própria presidente Dilma Rousseff, fingindo que não sabe de nada, seguindo a estratégia de seu criador, está envolvida na polêmica questão de Pasadena, no Texas (EUA), quando presidia o Conselho de Administração da estatal no governo de seu apadrinhado. Por sua vez, causou grande estranheza a decisão do Supremo Tribunal Federal ao revogar a criação da Comissão de impeachment  pela Câmara dos Deputados. O Supremo violou o artigo 2º da Lei Maior da Nação, que ordena: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” Não sem motivação, esses e outros fatores altamente negativos vêm contribuindo para o aumento da insegurança pública e da corrupção no País.

 

(Armando Acioli, jornalista e formado em Direito pela UFG)

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