Bolsa ganha fôlego com salto de 11% da Petrobras; dólar passa a subir
Redação DM
Publicado em 27 de janeiro de 2016 às 02:47 | Atualizado há 10 anosRIO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ganhou fôlego no meio da tarde desta quarta-feira com a disparada de 11% da Petrobras, que acompanha a trajetória de alta do petróleo no dia após notícias sobre os estoques americanos e reação da Rússia. O índice de referência Ibovespa avança 2,79%, aos 38.544 pontos. A Petrobras ON (com direito a voto) salta 11,07% (R$ 6,61), enquanto a PN sobe 9,04% (R$ 4,57).
O petróleo do tipo Brent, que passou a manhã em queda, sobe agora 2,80%, a US$ 32,68. O produto chegou a atingir US$ 33,49. A commodity ganhou força após notícia de que a Rússia discute a possibilidade de coordenação com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Também influenciou o fato de os estoques no maior hub americano de armazenamento de petróleo nos EUA, em Oklahoma, ter diminuído em 771 mil barris na semana passada, para 63,4 milhões.
O dólar comercial, que registrava a quarta queda consecutiva ao longo do dia, agora sobe 0,49%. A divisa americana opera cotada a R$ 4,087 para compra e a R$ 4,089 para venda. Na mínima da sessão, porém, o dólar chegou a valer R$ 4,031. Os investidores estão atentos à reunião do Fomc que, no fim da tarde, decidirá sobre a taxa de juros dos Estados Unidos. A expectativa é de manutenção das taxas.
— O mercado opera muito na expectativa com relação ao Fomc. Embora a reunião de agora não deva mudar muita coisa, os investidores querem saber se haverá algum indício sobre quando ocorrerá a próxima alta de juros. Antes, previa-se que haveria quatro altas este ano mas, com a recente queda do petróleo, as expectativas agora são de mais uma ou duas. O petróleo mais barato tem impacto deflacionário nos EUA, já que se reflete imediatamente nas bombas. Por causa dessas projeções sobre os juros, o dólar está caindo há alguns dias — avaliou Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut.
No mercado acionário europeu, os índices operam em queda puxados por resultados corporativos decepcionantes e por nova queda do petróleo. O índice de referência do continente Euro Stoxx 50 recua 0,76%, enquanto a Bolsa de Londres tem baixa de 0,34%. Em Paris, a queda é de 0,45%, e em Frankfurt, de 0,56%.
Na Ásia, as ações chinesas recuperaram grande parte das perdas registradas durante o dia no fim de uma sessão volátil nesta quarta, terminando com ligeira queda. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,35%, enquanto a Bolsa de Xangai teve baixa de 0,5%. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 2,72%.
DENÚNCIA SEGUE PRESSIONANDO JBS
Além da Petrobras, também contribui para a alta do Ibovespa a Vale, cuja ação ON sobe 6,81% (R$ 9,56) e a PN avança 5,71%, a R$ R$ 7,22. A companhia é favorecida pela alta de 3,29% na cotação da tonelada do minério de ferro, a US$ 42,43.
Entre os bancos, o Banco do Brasil ON recua 0,23% (R$ 12,87), enquanto o Bradesco PN sobe 1,98%, a R$ 17,49. O Itaú Unibanco PN avança 1,44% (R$ 23,93).
A JBS tem seu terceiro pregão de forte queda. Ontem, o papel ON despencou 7,33% depois que o Ministério Público acusou executivos da companhia e do Banco Rural de suposto crime financeiro. Hoje, a ação despenca 13,9%, a R$ 8,46.