Cotidiano

Candidato falso

Redação DM

Publicado em 26 de janeiro de 2016 às 22:12 | Atualizado há 10 anos

De acordo com nota divulgada pelo Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás (UFG), na tarde do último domingo (24), durante realização do processo de preenchimento de vagas para o curso de medicina da instituição, foi detectada uma divergência entre a impressão digital de um candidato e seu documento de identificação, o que configura tentativa de fraude no exame, comprovada por papiloscopistas da Polícia Civil do Estado de Goiás, que prestam serviço à instituição.

A nota informa ainda que o candidato foi enviado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil após o término da prova e, posteriormente, para a Polícia Federal, sendo que inquérito aberto em relação ao caso está a cargo da PF.

O homem de 35 anos, estava fazendo a prova para o curso de medicina em Jataí no lugar de outro, mais jovem, que também foi preso. De acordo com informações veiculadas pela imprensa, os dois homens seriam amigos e já cursariam medicina no Paraguai, sendo que o mais novo entre eles, almejava conquistar uma vaga no curso da UFG em Goiânia.

Outros casos

Em novembro do ano passado, a Polícia Federal, com o apoio da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO),promoveu ação para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar vestibulares de medicina, que atuava em Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal, em universidades públicas e privadas. A ação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Goiás.

Essa ação da Polícia Federal resultou de fortes indícios de fraude percebidos por fiscais de prova no vestibular ocorrido no início do mês de novembro na PUC-GO. Os candidatos apresentavam comportamento considerado estranho, e a investigação levou ao esquema de fraudulência.

Outro caso conhecido foi o da árbitra Sirley Cândida de Jesus, em 2006, pertencente na época ao quadro da Federação Goiana de Futebol e da CBF, que foi presa pela Polícia Civil de Goiás logo após o término de um jogo do Campeonato Goiano. Ela foi acusada de estelionatário, fraude e falsidade ideológica, pois teria enviado outra pessoa em seu lugar para fazer a prova de um concurso público da Secretaria Estadual do Estado de Goiás.

Saiba mais

Juliana Pabla Soares Martins,presidente da Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (APPEGO), enumera os procedimentos seguidos pelos profissionais em papiloscopia que trabalham em vestibulares e concursos, de modo a evitar tentativa de fraude, como a ocorrida no último fim de semana:

  1. Comprova a autenticidade do documento de identidade através da verificação dos itens de segurança do documento;
  2. Realiza a coleta da impressão digital do Polegar Direito do candidato;
  3. Realiza a comparação no momento da prova entre a impressão digital coletada do candidato e a impressão digital que consta no documento apresentado (Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, Carteira de reservista, Carteira Profissional,ou outro documento aceito pelo Edital da prova);
  4. Verificando a autenticidade do documento e que as impressões são idênticas, foi comprovada a identificação do candidato,ou seja, aquele que se inscreveu no certame é quem está fazendo a prova;
  5. Havendo divergência ou no documento ou nas impressões digitais, esperamos o candidato finalizar a prova e assim proceder uma verificação mais completa e determinar a real identidade daquela pessoa que se apresentou para fazer a prova, confirmando a falsidade documental e ideológica, o mesmo é encaminhado para a autoridade policial. No caso da UFG, por ser uma Universidade Federal, o candidato é encaminhado à Polícia Federal.
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