A Sophia Penellopy
Redação DM
Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 22:39 | Atualizado há 10 anos
Eu prometi a mim mesmo não “falar” da Sophia Penellopy mais do que 12 vezes por ano, a saber, uma vez por mês, aliás, o misericordioso leitor que suporta as minhas “mal traçadas linhas” sabe muito bem o quanto gostamos, eu e a Sophia, (que tem apenas sete anos), do número 12 e o quanto me empe-nho em propagar que Deus trabalha, segundo a Bíblia e alguns livros “apócrifos”, com o sistema duode-cimal. Doze filhos de Jacó; 12 estados de Israel; 12 discípulos de Jesus; a Santa Ceia, realizada somente quando Judas foi expulso, portanto, com 12 pessoas à mesa; os “120” que escolheram Matias e Barsabás e os apresentaram a Pedro para que fosse escolhido o substituto de Judas, que havia traído Jesus e suicidado; o processo utilizado pelos apóstolos para a escolha de José Matias, o Justo, para a substituição do traidor, realizada com o lançamento de dados, portanto, 12 lados; o nosso “sistema” de horário, 12 horas do dia e 12 da noite e, claro – ou escuro? – poderíamos dizer também que no dia existem 12 horas de 120 minutos cada uma, não? E o zodíaco? Até os fenícios utilizavam o sistema e herdamos hoje porque vamos à feira e compramos uma ou meia dúzia de ovos, bananas, disso e daquilo; os “144.000” que, segundo o último livro da Bíblia, Apocalipse, escrito pelo apóstolo João no exílio na Ilha de Pátmos, seriam “arrebatados da Terra” para “auxiliarem” no “Dia do Julgamento Final”; Jesus, com “12 anos”, dando aulas lá no templo de Jerusalém, aliás, 144 é a raiz de 12 e é chamado de grosa, bem, enfim, não estou aqui para falar do número 12, assunto que me fascina e me atrai desde criança, eu havia prometido falar da Sophia e, para tanto, deixo para o segundo parágrafo o prometido, porquanto, como sempre menciono, parágrafos extensos afugentam leitores eventuais.
Eu já mencionei, entretanto não me contendo volto a repetir que, após o falecimento da minha querida mãezinha em 2014, três ou quatro dias depois, a Sophia, que é quem profere a Oração do Pai Nosso sempre, me surpreendeu fina-lizando-a:
“E abençoe todas as pessoas que estão aí no céu com o Senhor e principalmente o Senhor mesmo e tenha uma boa luta.”
Eu levei um susto. Falei o “amém” mais emocionado da minha vida e não disse nada. No outro dia ela repetiu e vem repetindo até hoje e, agora é eu que repito: “E abençoe todas as pessoas que estão aí no céu com o Senhor e principalmente o Senhor mesmo e tenha uma boa luta.” Amém, amém, amém e amém! A menina tinha meia dúzia de anos – e veio a propósito, esta lembrança e menção, porque tem a ver com o tema do primeiro parágrafo, né? – então, ela com apenas meia dúzia de aninhos, pensou em Deus, na sua luta contra o mal. O misericordioso leitor acredita que teve gente, se é que se pode chamar gente assim de gente – que veio questionar dizendo que Deus não luta? Jesus Cristo não é o cavaleiro no cavalo branco da visão de João, descrita no livro de Apocalipse, na batalha universal pela reconquista do planeta Terra, que foi entregue a Satanás, um dos filhos mais lindos e prediletos de Deus, segundo a Bíblia? Não foi ele, Satanás, quem disse a Jesus, conforme mencionou o doutor Lucas em seu evangelho: “Tudo isto eu te darei porque me foi entregue e dou a quem eu qui-ser?” Se o mundo, ou o planeta, estivesse sob um regime teocrático – “teo”: Deus – estaríamos presenciando toda a desgraça que impera em todos os cantos? Quantas pessoas foram assassinadas, estupradas, violentadas, roubadas, espancadas desde que o misericordioso leitor começou estas linhas? Eu quero e espero um mundo melhor para a Sophia Penellopy e todas as crianças do planeta. Beijão filhona e obrigado Senhor por este anjo que o Senhor nos enviou. Ah, ia me esquecendo. Um amigo pediu que eu mencionasse, novamente, que a palavra “Deus” é constituída de duas vogais que formam a letra “eu”, o misericordioso leitor havia reparado? Até!
(Henrique Dias é jornalista)