Saber esperar no Senhor
Redação DM
Publicado em 16 de janeiro de 2016 às 00:06 | Atualizado há 10 anos
Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados em 11,28%, de acordo com portaria dos ministérios do Trabalho, Previdência Social e da Fazenda, publicada na edição de segunda-feira, 11, do Diário Oficial da União. O reajuste, válido a partir deste mês, é para benefícios superiores ao salário mínimo (R$ 880,00).
O teto do benefício do INSS foi estabelecido em R$ 5.189,82. Em 2015, esse limite era de R$ 4.663,75. A portaria também define as alíquotas de contribuição de segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Se o salário for de até R$ 1.556,94, a alíquota de recolhimento ao INSS é 8%. Acima desse valor até R$ 2.594,92, a alíquota sobe para 9%. De R$ 2.594,93 até R$ 5.189,82, a contribuição é de 11%.
A portaria define ainda regras para benefícios concedidos a pescador, seringueiros, auxílio-reclusão e salário família. Os aposentados que recebem salário mínimo tiveram aumento de 11,67%, de R$ 788,00 para R$ 880,00, enquanto os que recebem acima do mínimo terão reajuste de 11,28%, que apresenta, portanto, maior perda. O percentual referente à correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na sexta-feira, 8, aplica-se aos benefícios concedidos até janeiro de 2015. Quem passou a receber a partir de fevereiro receberá o reajuste de acordo com o INPC acumulado desde a concessão do primeiro pagamento.
O reajuste vai representar um acréscimo de R$ 21,5 bilhões nos gastos do governo com os benefícios, segundo cálculos do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Muito para o combalido caixa do governo, mas pouco para quem tem que viver do benefício. O impacto para o governo é maior do que os R$ 19,6 bilhões com o aumento das aposentadorias e pensões de um salário mínimo. O reajuste anunciado deve alcançar 10 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS. Os novos valores serão depositados entre os dias primeiro e cinco de fevereiro.
O reajuste foi tão somente uma reposição da inflação que chegou a 10,67%. O aposentado precisava desse aumento para recompor seu poder aquisitivo, já no último ano o preço das coisas subiram bastante, principalmente para quem vive do benefício do INSS. Esse reajuste será importante para “dar um fôlego” para quem sofre com a alta no custo de vida. Pode, sim, não resolver, mas já ameniza o impacto disso.
A maioria dos aposentados está consciente de que o reajuste é bem vindo, mas que continuará difícil para a categoria manter as contas em dia. “A gente corta algumas contas, compra menos verdura, faz de tudo para economizar e, às vezes, arranja até um trampo, mas nem assim dá”, conta o aposentado Eraldo Carcario, 72, acrescentando que não sabe mensurar o tamanho das dívidas dele. Da mesma forma, o aposentado Luiz Barbosa, 74, reclama das dificuldades para sobreviver com o benefício do INSS. “Com esse negócio de levarem nosso dinheiro todo, a gente nem sabe quanto vai receber”, desabafou.
A verdade é que está difícil a luta pela sobrevivência, mas temos que seguir confiando em Deus, porque somente Ele pode salvar nosso amado Brasil da crise econômica e política por que está passando. Para todas as coisas, há um tempo certo. Deus sabe quando e como as coisas devem acontecer. Muitas vezes ficamos ansiosos, porque não sabemos esperar e queremos tudo no nosso tempo e não no tempo de Deus. Um dos grandes segredos para ter paz e alcançar a vitória é saber esperar no Senhor.
(Eduardo Genner de Sousa Amorim, presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio (Fetracom) nos Estados de Goiás e Tocantins e do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás – Seceg)