Não aceito tirar conquistas dos aposentados brasileiros
Redação DM
Publicado em 15 de janeiro de 2016 às 21:00 | Atualizado há 10 anos
A presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo vai “encarar” a reforma. Ela não deu detalhes da proposta que pretende enviar ao Congresso, mas adiantou que levará o tema ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e ao Fórum de Trabalho e Previdência, que tem representantes dos trabalhadores, dos empresários, do governo e do Congresso.
Desde já afirmo: não aceito tirar conquistas e direitos dos aposentados brasileiros. As regras atuais, que não são boas, resultaram de muita mobilização dos aposentados brasileiros e não aceitar, no Congresso Nacional, que o governo venha aumentar a receita financeira com mais sacrifício do povo.
O ano eleitoral e a instabilidade gerada pela tramitação do pedido de impeachment de Dilma enfraquecem a posição do governo neste debate polêmico. Anúncios de reforma chegaram a ser feitos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também no primeiro mandato de Dilma, mas as propostas nunca chegaram a ser, de fato, efetivadas.
Desde 2011, a presidente Dilma acena com uma proposta de reforma da Previdência, estabelecendo idade mínima. Não acredito em reforma diante do governo fraco que ela está conduzindo e do ano eleitoral. Não acredito nem que ela se sustenta até o meio do ano. Por isso, acho complicado se falar em reforma que o governo Lula e ela tiveram oportunidade de fazer enquanto eram fortes, e não fizeram nenhuma reforma estruturante.
Posso dizer que estaremos mobilizados no Congresso Nacional para não permitir a aprovação de qualquer medida enviada pelo Palácio do Planalto que prejudique os aposentados brasileiros. Esses trabalhadores, tanto sacrificados por décadas, não podem ter seus direitos subtraídos na velhice. E os que irão se aposentar, também, não poderão ver as regras da aposentadoria alternadas da noite para o dia.
Sandes Júnior, radialista, apresentador de televisão, deputado federal (PP)