Medalhista olímpico, ginasta americano faz aclimatização no Rio
Redação DM
Publicado em 15 de janeiro de 2016 às 05:06 | Atualizado há 10 anosA seleção americana masculina de ginástica artística está nessa semana no Rio de Janeiro para um processo de aclimatização para os Jogos do Rio. Entre os oito atletas presentes, o cubano radicado nos Estados Unidos Danell Leyva é o que chama mais atenção. Não apenas pelo fato de ser o único medalhista olímpico da equipe (foi bronze no individual geral em Londres-2012), mas também pelo cabelo verde, história de vida e a comovente vontade de aprender a língua portuguesa.
– Por ter nascido em Cuba, já falo espanhol. Resolvi aprender português por causa dos Jogos. Queria chegar aqui e falar com as pessoas, entender tudo – explica Danell, que concedeu entrevistas para os principais veículos esportivos do país, nesta quinta-feira, em português. – Estou aprendendo sozinho a língua. Comprei um desses livros-aula com áudio para praticar o português.
Sobre o cabelo, ele afirma que havia pintado de azul e que, aos poucos, foi ficando verde. Mas, na verdade, é sua história de vida que costuma chamar mais atenção. Filho da ex-ginasta cubana Maria Gonzalez, ele chegou aos Estados Unidos ainda criança.
– Nasci em Cuba e fui muito pequeno para o Peru, onde fiquei apenas por seis meses. Depois, seguimos para Miami – conta Danell.
Na terra do Tio Sam, Maria reencontrou um antigo companheiro de seleção chamado Yin Alvarez, que se tornou padrasto, mentor e técnico de Danell.
– Tenho uma relação muito próxima com meu padrasto. Não troco ele por nada – avisa Danell, explicando que o padrasto não teve uma chegada tão fácil aos Estados Unidos. – Ele foi pelo México (através de atravessadores mais conhecidos como coiotes). Precisou nadar um trecho. Mas o mais importante é que chegou.
Hoje, os dois defendem as cores dos Estados Unidos e são figuras conhecidas nas competições. O padrasto Yin é bastante comunicativo e sempre chama a atenção pelos gritos de orientação que dá a cada aparelho que o enteado compita. No Brasil, Danell não tem escutado tanto. Seu padrasto não veio.
A seleção americana fica até domingo no centro de treinamento da ginástica brasileira, localizada na Arena da Barra. O objetivo é se ambientar à cidade olímpica. Mas eles não serão os únicos a visitar o local. Entre os dias 26 e 31 deste mês, as equipes de Portugal (masculino) e Grã-Bretanha (feminino) treinarão por lá. De 21 a 28 de fevereiro, será a vez da Grã-Bretanha (masculino). A delegação Suíça também está tentando agendar uma visita.