Esportes

Prefeitura rompe contrato com consórcio

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 23:30 | Atualizado há 10 anos

Uma semana depois de um protesto de cerca de 356 funcionários responsáveis pela construção do Centro de Tênis para os Jogos Olímpicos de 2016, nesta quinta-feira, a Prefeitura do Rio de Janeiro rompeu contrato com o consórcio Ibeg/Tangran/Damiani (ITD), encarregado das obras da estrutura.

Os trabalhadores reivindicavam a verba referente à rescisão de seus contratos, o pagamento do último salário e do prêmio por assiduidade. Além disso, a empresa não estaria cumprindo prazos e acordos selados no contrato com a prefeitura. Além do rompimento, a ITD terá de pagar multa de R$ 11 milhões aos cofres públicos.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, tudo não passou de uma “tática” do consórcio para tentar forçar o Estado a aumentar o orçamento da obra e estender seu prazo de conclusão.

“A Secretaria de Obras caracterizou como abandono de obra o não pagamento das rescisões contratuais. Deixo muito claro que nas Olimpíadas ninguém vai fazer ‘pressãozinha’ de quinta categoria para nos obrigar a aumentar valor e esticar o prazo. Quem fizer graça, vai ser afastado de acordo com as normas legais. Esse tipo de joguinho não vai ter nas Olimpíadas”, falou Paes.

Em nota oficial emitida à imprensa, o consórcio ITD se disse “perplexo” com a atitude tomada pela Prefeitura do Rio. Além disso, a empresa alega falta de “explicação oficial” ou “justificativa formal” para tal medida.


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