Economia

Setor de serviços recua 6,3% em novembro, pior resultado desde 2012

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 07:20 | Atualizado há 10 anos

RIO – O volume do setor de serviços do país registrou queda de 6,3% em novembro em relação ao mesmo mês de 2014. O resultado foi o pior da série iniciada em 2012. Em outubro, a queda fora de 5,8%. No ano, o indicador acumula queda de 3,4% e, em 12 meses, de 3,1%. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. O cálculo do volume é obtido descontando a inflação da receita nominal.

Com o tombo de novembro, o setor mantém a sequência de resultados negativos em 2015. Março, quando houve alta de 2,3%, foi a única exceção no ano passado. Todos os segmentos pesquisados pelo IBGE registraram queda no penúltimo mês de 2015: serviços às famílias (-6,6%); de informação e comunicação (-4,4%); profissionais, administrativos e complementares (-6,6%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-8,2%); e outros serviços (-7,4%).

Já a receita nominal caiu 0,8% em novembro frente ao mesmo mês de 2014. Em outubro, a contração foi de 0,4% nessa mesma comparação. No ano, a alta acumulada é de 1,4%. Em 12 meses até novembro, o resultado é positivo em 1,6%.

Primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a PMS inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.

O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da oferta — formado também por indústria e agropecuária.

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