Paes diz que consórcio do Centro de Tênis fazia chantagem
Redação DM
Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 01:10 | Atualizado há 10 anosO prefeito do Rio, Eduardo Paes, classificou como chantagem a pressão que o consórcio Ibeg/Tangram/Damiami vinha fazendo com relação às obras no Centro de Tênis, na Barra da Tijuca. De acordo com Paes, o consórcio alegava que a prefeitura não pagou as parcelas da obra. Além disso, ele acusou a empresa de usar os funcionários na linha de frente da chantagem, os demitindo para pressionar o governo.
Nesta quinta-feira, e ainda o multou em R$ 11 milhões alegando que a empresa não estava cumprindo prazos e cláusulas contratuais.
– A obra do Centro de Tênis está quase pronta. Falta muito pouco, mas a prefeitura deixa claro com essa decisão que não vai ceder à chantagem de empresa que usa funcionário para tentar aumentar o custo da obra. Vamos tomar as providências legais para que a obra seja retomada o mais rápido possível – disse o prefeito, quando chegava para a reunião de revisão do projeto olímpico que acontece no comitê Rio-2016.
Sobre o custo da obra, que já passa de R$ 200 milhões, Paes disse que fará uma nova licitação, com uma nova empresa assumindo a reta final da obra. Mas ele garante que isso não causará o aumento dos custos. Paes disse que cancelou o contrato exatamente para não subir o custo da obra.
– Nós demos aditivos que eram previstos em lei de acordo com a necessidade da obra (quando o custo subiu de R$ 175,4 milhões para R$ 212,1 milhões). O que não vamos fazer e não estamos fazendo é fazer com que a obra fique mais cara por causa de pressão de empreiteiro – afirmou.
Ao comentar a relação com a Ibeg, que comanda sozinha a obra do Centro de Hipismo, em Deodoro, o prefeito disse que, por enquanto, tudo continua do mesmo jeito. A empresa foi notificada na sexta-feira e ela tem um prazo legal para responder a notificação da prefeitura. Paes diz que a obra não preocupa, pois está quase pronta.
– Não existe no contrato má fé. Então, se ela apresentar os documentos que foram pedidos pela Riourbe na sexta-feira, pagar os funcionários e a obra seguir no seu ritmo normal não tem porque cortarmos o contrato de Deodoro – encerrou.