Policiais usam bombas contra manifestantes em São Paulo
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2016 às 05:50 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) fazem um protesto desde a tarde desta terça-feira, o segundo grande ato contra o aumento das tarifas em São Paulo. A Polícia Militar fez um cordão de isolamento, o que deu início a uma confusão. Bombas de gás lacrimogêncio foram lançadas, e o clima é de tensão na região. Alguns manifestantes já foram detidos. Ainda não há informações sobre feridos.
Parte da Avenida Paulista, no Centro da capital, está interditada. A manifestação acontece quarto dias após cerca de cinco mil pessoas irem às ruas na capital paulista contra a nova tarifa de R$ 3,80.
Devido às consequências dos protestos da última sexta-feira, que terminou em confronto com manifestantes e policiais feridos, o prefeito Fernando Haddad (PT) chegou a pedir ao Ministério Público Estadual que fizesse um acordo entre MPL e Polícia Militar para evitar novos conflitos. Haddad quer que os manifestantes antecipem o trajeto dos atos e, em troca, a polícia abriria mão do envelopamento, cordões formados por policiais para isolar o grupo.
Os manifestantes começaram a se reunir, por volta das 17h, na Avenida Paulista, na altura da Praça do Ciclista. Quem chegava para participar do protesto pela estação Paulista do metrô era revistado pela PM. Até o momento, um manifestante, identificado como Flávio Ribeiro, foi detido pela polícia portando corrente e uma tesoura na mochila.
Pela manhã, representantes do MPL fizeram outro protesto relâmpago contra o reajuste da tarifa de ônibus, trens e metrô. Eles fecharam o terminal Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o protesto no terminal de ônibus começou às 7h40m e terminou às 9h, com a dispersão do grupo, sem confrontos. De acordo com a SPTrans, cerca de dez manifestantes impediram a saída dos coletivos do local das 7h55m às 8h10m.
Na segunda-feira, integrantes movimento também fecharam por 4 minutos os terminais de ônibus Bandeira (Centro) e Pinheiros (Zona Oeste), na capital. Além da volta do sistema de rodízio de veículos, o protesto complicou ainda mais o trânsito na cidade.
Na sexta-feira, dia dos primeiros atos do MPL, os manifestantes entraram em confronto com a polícia e o protesto terminou com 17 pessoas detidas. Houve depredação e destruição de ônibus em ruas do Centro.
Os bilhetes unitários do ônibus, metrô e trem subiram de R$ 3,50 para R$ 3,80 neste sábado, em São Paulo.
*estagiário sob a supervisão de Flávio Freire