Brasil cheio de ‘Alices’ e ‘Miguéis’
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2016 às 00:58 | Atualizado há 10 anosEm lista divulgada pela Baby Center Brasil, os nomes Alice e Miguel apareceram como os mais escolhidos pelas mamães brasileiras em 2015. Alice subiu da segunda colocação para a primeira (que no ano anterior pertencia ao nome Sophia) e Miguel é o nome mais querido desde 2011.Os dez nomes mais escolhidos para meninas em 2015 foram, em ordem: Alice, Sophia, Júlia, Laura, Isabella, Manuela, Luiza, Helena, Valentina e Giovana. Para os meninos, os mais populares foram: Miguel, Arthur, Davi, Pedro, Bernardo, Gabriel, Lucas, Matheus, Heitor e Rafael.
Amanda Natasha Pereira, 25 anos, auxiliar administrativa, conta que escolheu o nome Miguel para o seu filho após um sonho antes mesmo de saber o sexo do bebê. O Miguel de Amanda nasceu em 2012, e de lá pra cá a fama do nome só aumentou.“É engraçado a popularidade do nome, na salinha da creche onde ele fica tem mais 2 migueis. Na maternidade onde ele nasceu no mesmo dia haviam nascido mais 3 crianças com o mesmo nome. Eu lido bem com isso, acho até engraçado pois na minha época o nome Jéssica era o mais popular e eu sempre falava q ñ ia colocar um nome comum em um filho meu e olha só, Miguel se tornou o Jéssica da minha época”, conta Amanda.
Eimy Batista, 25 anos, psicóploga, afirma à reportagem do Diário da Manhã que escolheu o nome Alice para sua filha, que nasceu em outubro de 2015, devido à personagem de Lewis Carrol, autor do livro “Alice no país das maravilhas”.“Não sabia da popularidade do nome, mas se eu soubesse talvez tivesse pesquisado melhor e avaliado as demais opções”, explica ela.
Ana Carolina freire Laune, 32 anos, fisioterapeuta, também tem uma Alice. Ela conta que o nome dela, que é a caçula, foi escolhido pela filha mais velha, Isabel, no início da gestação. “Como o nome foi escolhido tão expontaneamente pela Isabel, nem chegamos a pesquisar sobre ele e sua popularidade na época”.Ana Carolina afirma que os nomes normalmente são escolhidos por influência de pessoas famosas, filmes, etc, e que apesar do nome de sua caçula não ter sido escolhido da mesma forma, se preocupa com os nomes das crianças das próximas gerações.
“Só espero que os pais não arrisquem colocando nomes que possam prejudicar seus filhos. Para nós, se existirem 2 ou 2 mil Alices, a nossa continuará sendo única”, conclui.