“Estou em um processo de aprendizado no Congresso”
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2016 às 00:20 | Atualizado há 10 anos
Deputado defende impeachment da presidente e acredita que o país precisa de um novo rumo na economia
Novato no parlamento federal, o empresário e vice-presidente nacional do PSDB, eleito o segundo deputado federal mais bem votado por Goiás em 2014, com 120.283 votos, Giuseppe Vecci, faz um balanço positivo de sua atuação na Câmara Federal nesse um ano de mandato. Considerado um parlamentar ativo, o deputado não faltou a nenhuma sessão e propôs projetos e emendas parlamentares nas áreas de cultura e educação, além de ser autor de projeto de lei que permite que os recursos dos Fundos Constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) financiem as atividades produtivas desenvolvidas por pessoas jurídicas ou físicas ligadas à economia criativa.
Nesse período, Vecci destaca ter atuado em diversas comissões na Câmara, como as subcomissões permanentes de indicadores e qualidade da educação e de fonte de recurso para cultura. “Estou em um processo de aprendizagem no Congresso. Esse ano de 2015 foi um ano de muita efervescência no Congresso. Pude participar de seis comissões. Apresentei diversos projetos e emendas constitucionais de interesse do Estado de Goiás e do interesse do Brasil, então foi muito positivo”, ressalta.
Em entrevista ao Diário da Manhã, o deputado também se posicionou em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), do momento de dificuldades financeiras e a instabilidade política que o Brasil vive. “Sou favorável ao impeachment , mas sou ainda mais favorável que se tenha um desfecho dessa questão, quer seja para ela [Dilma] ser impedida ou que ela ganhe e continue”, acredita. Ainda sobre o impedimento da presidente, Vecci é enfático ao dizer que Dilma praticou “crime de responsabilidade fiscal, conforme o TCU indicou”, além de acreditar que com a intervenção do Supremo Tribunal Federal, a presidente “ganhou um bom tempo” no processo do impeachment.
Com o momento de recessão econômica pela qual o país passa, Vecci destaca que “o Brasil não pode é ficar nesse impasse, nesse marasmo que estamos vivenciando há um tempo. O país precisa de uma agenda mínima propositiva para poder aglutinar os diversos setores empresariais e político, para que possamos ter um caminho menos doloroso do que esse que nós estamos enfrentando”, ressalta. O deputado acredita que grande parte dessa crise econômica que o Brasil passa é pela gestão do atual governo Federal. “Ela [Dilma] é economista, mas arruinou a economia brasileira. O partido que ela representa, ao longo do período, vendeu uma imagem de salvação nacional, mas nós vimos que o país está falido”, pontua. Vecci acrescenta que “é preciso, que nós possamos aglutinar, para ter o mínimo de um acordo nacional capitaneado. Mas para isso, é preciso ter alguém com credibilidade. O país está vivendo uma crise de 20 em 20 minutos”.
Por já ter participado ativamento em cargos importantes em administrações do governo de Goiás, como Secretário de Gestão e Planejamento e secretário da Fazenda, Vecci acredita que para que o Brasil tenha mudanças e siga um rumo positivo, é imprescindível planejamento. “Falta rumo para o país, falta um norte, falta um mínimo de planejamento. Sem isso, como os agentes econômicos e os agentes políticos podem trabalhar? Por falta de uma liderança nacional, cada um vai para um lado. Ela foi eleita legitimamente, pode ter mentido, mas foi eleita, mas perdeu credibilidade para poder fazer essa liderança nacional”, destaca o vice-presidente nacional do PSDB.
Vecci acredita que o impeachment pode ser uma forma do Brasil promover mudanças e superar a incredibilidade que a atual gestão tem passado e espera que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) consiga conduzir o país. “Não sei se vai ser uma solução para o país, mas se ela [Dilma] for impedida, institucionalmente é ele [Temer] quem tem de assumir. Faço torcida para que ele, assim como Itamar Franco foi na época, possa tentar unir o país e que possamos sair desse momento de crise”, espera.