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Teoria Espírita

Redação DM

Publicado em 9 de janeiro de 2016 às 23:22 | Atualizado há 10 anos

O Espiritismo é uma doutrina mais séria e importante do que, de ordinário, se possa imaginar.

Basta lembrar que só pôde eclodir no plano físico, depois de 100 séculos, a partir do transcorrer das mais vetustas civilizações orientais, há mais de 10.000 anos, portanto. E também, e, sobretudo, depois das duas grandes Revelações: Mosaica e Cristã.

Pode-se dizer, pois, sem equívoco, que o Espiritismo representa o acabamento do edifício espiritual que se está construindo na face do globo terrestre, “como o continuador natural do Cristianismo…”,  na feliz expressão de J. Herculano Pires, em sua fabulosa obra “O Espírito e o Tempo”.

Depois de dez milênios da total conquista da razão e, consequentemente, do livre arbítrio, vive-se, doravante, na Terra, a “Era do Espírito”.

2 – O homem do planeta Terra já tem como autodeterminar-se, desde que apoiado nos são princípios que nos foram outorgados desde Abraão e Moisés, este pelos dez mandamentos.

Deu-se uma sequência natural ao longo das eras, tendo sido o homem sempre distinguido com a presença de guieiros da humanidade, por vontade e ordem de Deus, sob a supervisão de Jesus Cristo.

Falando sobre o processo evolutivo do conhecimento por que passa, hodiernamente, o homem terrestre, entendemos de bom alvitre repisar, ao ensejo, a feliz expressão de José Herculano Pires, que diz:

”O Espiritismo, como doutrina que corresponde exatamente às aspirações e às exigências do horizonte espiritual, não pode abrir mão da razão, nem mesmo em favor da intuição, que pertence a um período futuro do desenvolvimento humano.”

3 – Allan Kardec, por sua vez, na mesma linha de raciocínio, estabelecendo um paralelo da aprendizagem da Doutrina Espírita com qualquer dos ramos do conhecimento, proclama, em “O Livro dos Médiuns” :

“Ora, o Espiritismo, que entende com as mais graves questões de filosofia, com todos os ramos da ordem social, que abrange tanto o homem físico quanto o homem moral, é, em si mesmo, uma ciência, uma filosofia, que já não podem ser apreendidas em algumas horas, como nenhuma outra ciência…”

4 – A Filosofia Espírita, a exemplo da Filosofia tradicional, estrutura-se no pensamento dedutivo, embora no seu aspecto científico, ou prático, baseie-se também no raciocínio indutivo, que é o caso da codificação de “O Livro dos Médiuns”, com espeque, não obstante, nos princípios da razão e da universalidade dos ensinos dos Espíritos.

Porém, com relação ao “O Livro dos Espíritos”, o raciocínio adotado foi exclusivamente dedutivo, através da razão, do raciocínio puro, coadjuvados pela intuição.

Em seguida, o Codificador, esclarecendo que a filosofia espírita tem um alcance superior ao da filosofia acadêmica, focalizando não apenas a matéria, a Metafísica, mas também a parte espiritual, em consonância com os ensinos de Jesus, diz:.

“O Espiritismo apresenta um fenômeno desconhecido na história da filosofia: a rapidez de sua propagação. Nenhuma outra doutrina oferece exemplo semelhante. Quando se afere o progresso que vem sendo feito, ano após ano, pode-se, sem nenhuma presunção, prever a época em que ele será crença universal”…

E, dando sequência, destacando a sua abrangência, à página 59, da mesma obra, informa:

“… É que o Espiritismo abre horizontes tão vastos, que a vida corporal, curta e efêmera, se apaga com todas as suas verdades e suas pequenas intrigas, ante o infinito da vida espiritual.”

5 – O professor J. Herculano Pires, a respeito do assunto, na mesma obra, à página 67/68, citando ”A Gênese”, de Allan Kardec, argumenta:

“…Kardec explica, em “A Gênese”, capítulo primeiro, por que o Espiritismo só poderia surgir em meados do século dezenove, depois da longa fermentação dos princípios cristãos da Idade Média e do desenvolvimento das ciências na Renascença. Escreveu ele: “O Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca forçosamente na maioria das ciências. Só poderia, pois, aparecer, depois da elaboração delas. Nasceu pela força mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo explicar-se apenas pelas leis da matéria.” Como se vê, da conjugação dos elementos materiais e espirituais, em evolução simultânea, resulta o clima que permite ao mundo atingir a plenitude do horizonte espiritual, onde a mediunidade positiva se torna a fonte de esclarecimento e orientação dos problemas do espírito. Graças a ela, o homem se emancipa da tutela dos ritos e cultos primitivos”.

Por todas essas razões, pode-se dizer, sem contestação, que o Espiritismo, revivendo o Cristianismo de sua época áurea, antes do seu inegável desvio de suas base evangélicas, é o cumprimento da promessa de Jesus, quando nos prometeu enviar a Paracleto, o Espírito de Verdade (João, cap. 14: 15 a 17 e 26).

E, por se ostentar como doutrina triplica, englobando os três aspectos cardeais do conhecimento, está na mesma linha das ciências naturais, ao ponto de Allan Kardec proclamar:

“O Espiritismo caminhará pari passo com a ciência, de tal maneira que se a ciência comprovar que ele está falso nalgum ponto, ele se reformulará nesse ponto.”

 

(Weimar Muniz de Oliveira, presidente do Lar de Jesus, ex-presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (ABRAME) e da Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO), e membro do Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira (FEB) – [email protected])

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