UEG: Um jovem patrimônio de todos os goianos
Redação DM
Publicado em 9 de janeiro de 2016 às 20:44 | Atualizado há 10 anos
Em resposta ao artigo “A UEG é a bola da vez?”, de autoria de Ângelo Cavalcante, publicado neste jornal no dia 7 de janeiro, não posso me furtar a expressar minha percepção acerca desta instituição da qual faço parte como docente e agente que colabora com sua construção e desenvolvimento.
A Universidade Estadual de Goiás busca se consolidar como uma instituição pública, gratuita e de qualidade ao alcance de todos os goianos. Deste modo, a UEG se insere como parte fundamental no desenvolvimento desse grande Goiás, sobretudo nos espaços em que dificilmente uma universidade chega, que é o interior.
Como um adolescente que se prepara para a vida adulta, a Universidade tem dado passos firmes rumo à sua consolidação, se organizando como instituição democrática que respeita a pluralidade de pensamento.
Com apenas 16 anos de existência, a UEG tem avançado de forma expressiva nas atividades para as quais existe: ensino, pesquisa e extensão.
Além dos mais de 75 mil diplomas expedidos, documentos que expressam mudanças concretas nas vidas de milhares de pessoas, a Universidade busca imprimir cada vez mais qualidade aos seus cursos de graduação.
Em 2015 foi implantado, a partir de ampla discussão com a comunidade universitária, o novo plano de Desenvolvimento Curricular que atualizou e modernizou a estrutura curricular dos cursos de graduação da UEG.
No tocante à pesquisa são mais de 350 projetos em andamento, com impacto direto no desenvolvimento do Estado. Além disso, a UEG assume papel fundamental na realização do Programa de Inovação e Tecnologia do Estado de Goiás, o Inova Goiás, integrando o Conselho de Inovação que atua como instância consultiva de todas as ações que serão implementadas até 2018.
Em relação à pós-graduação, a UEG democratiza o acesso em todas as regiões do Estado. São 27 cursos de especialização gratuitos nas diversas áreas do conhecimento, abrangendo 21 cidades goianas.
Em 2011, a UEG possuía 2 cursos de mestrado, graças a um conjunto de esforços que envolveu o fomento à pesquisa, com bolsas de incentivo aos professores pesquisadores, a autorização para afastamento remunerado para que os professores pudessem se qualificar, a Universidade conta hoje com 10 cursos de mestrado e um curso de doutorado recém-conquistado. Avanços muito significativos em um curto espaço histórico.
Quanto às ações extensionistas e à assistência estudantil, a UEG se faz presente em 39 municípios, desenvolvendo 784 ações de extensão, que só em 2015 atingiram 400 mil pessoas.
Em 2014, a UEG ofereceu 1.326 bolsas, divididas em 9 modalidades: Bolsa permanência (600); Iniciação Científica e Tecnológica (230); Pró-Licenciatura (137); Desenvolvimento Institucional (100); Ações Extensionistas (90); Monitoria (68); Incentivo ao pesquisador (61); Stricto Sensu (40).
Neste ano serão ofertadas 1.432 bolsas, totalizando um investimento de mais de R$ 7,5 milhões. Investindo em bolsas, a Instituição pretende fomentar o conhecimento e sanar os problemas relacionados à evasão universitária – um fenômeno comum no ensino superior brasileiro e que influencia negativamente a efetividade dos recursos públicos investidos em educação.
A grande conquista da comunidade acadêmica da UEG em 2015 foi a implantação da política de Colação de Grau Unificada e Gratuita. Assim, os estudantes graduados pela Instituição ficam livres dos custos das cerimônias. Ao todo foram realizadas 58 colações em todo o Estado, contemplando 2.868 estudantes da UEG, que pegaram seus diplomas nas cerimônias oferecidas pela Universidade, reafirmando o caráter inclusivo da UEG.
Quanto à política de Recursos Humanos, foram realizados nos últimos anos dois concursos para docentes e um concurso para técnico-administrativo, esse último em vias de convocação. A remuneração desses profissionais é equiparada às demais instituições públicas federais, havendo inclusive uma escala de progressão existente somente na UEG, que é a de professor pós-doutor.
Finalizamos 2015 com 123 professores em licença remunerada (integral ou parcial) para cursar seus mestrados e doutorados. Deste modo, a Instituição sinaliza seu compromisso e valorização com o seu capital humano e entende que a qualificação do docente é um importante componente na construção de cursos de graduação e pós-graduação com crescente qualidade, mas sobretudo, no amadurecimento institucional a partir de uma massa crítica bem formada.
No atual reitorado, a autonomia universitária tem sido um dos grandes objetivos institucionais. A Lei da Autonomia sancionada no ano passado demonstrou que o relacionamento entre a UEG e o Governo do Estado está cada vez mais maduro, possibilitando mais esse importante avanço institucional.
Essa nova realidade fomentou a realização no segundo semestre de 2015 do programa Reitoria no Câmpus, que promoveu discussões em todas as regionais da Universidade sobre as novas formas de entender e gerir a Instituição na perspectiva da gestão compartilhada, em que a reitoria e os câmpus passam a exercer papéis distintos, mas, igualmente importantes na gestão da UEG.
Nessa perspectiva, os câmpus universitários já possuem autonomia quanto à destinação orçamentária para as diversas necessidades locais, incluindo compra de equipamentos e insumos, bem como a realização de eventos e demais atividades acadêmicas. Todas essas atividades de custeio e investimento têm sido realizadas pelos câmpus, quando planejadas com a devida antecedência exigida pela legislação que normatiza os processos de compra no setor público.
No tocante ao apoio à realização de eventos institucionais, em 2015 foram investidos mais de R$ 1 milhão em produtos gráficos produzidos e/ou impressos com recursos da UEG.
Mesmo jovem, ao olharmos como a UEG tem se portado ante os desafios e oportunidades apresentados ao longo dos anos, podemos perceber que a Universidade tem dado largos passos rumo à sua autonomia, passando, é claro, pelos tropeços que são típicos da jovial idade.
Marcelo Costa é docente do curso de Cinema e Audiovisual da UEG Câmpus Laranjeiras e Diretor de Comunicação Institucional da Universidade Estadual de Goiás)