Brasil

Atitude

Redação DM

Publicado em 10 de abril de 2016 às 01:46 | Atualizado há 10 anos

Para compreender o que venha a ser ATITUDE é necessário que o indivíduo seja submetido ao processo de auto-percepção, considerando-se que atitude é uma questão intrínseca do comportamento humano.

Maiores detalhes são encontrados na obra: atitude! O que ninguém pode fazer por mim – LGE Editora , 2007 – Brasília.

Como exemplificação, analisemos certo fato ocorrido: uma criança de oito anos foi insistentemente convidada por sua prima para dormir na casa dela. Para não parecer grosseira, como não desejasse dormir fora de casa, a menina pediu a sua mãe que não concordasse.

A mãe falou “Você precisa tomar uma atitude..” Como?, perguntou a criança.

Ela disse que era uma posição  firme, se definindo, mostrando que ela, realmente, queria dormir na sua própria casa.

É comum enfrentar oportunidade de resolver questões que requeiram determinismo. São-nos apresentadas quando temos que decidir, sem magoar ou frustrar as pessoas que amamos e sem ficarmos infelizes.

A forma como o meu modo de ser influencia aqueles com quem tenho contato; quando vejo as situações que foram criadas, modificadas, eliminadas pela minha interferência; tudo isso forma o que posso chamar estrutura cognitiva.

Essa estrutura configura a personalidade e pode ser considerada o recheio que forma a história de vida das pessoas.

Influem na formação dessa estrutura as experiências de vida, os talentos remanescentes de outras vidas, os princípios esposados através dos tempos.

O processamento das informações  em nosso cérebro se dá de forma sistemática.

Pensamentos , ideias projetadas, imagens, crenças, quando entram em contato, pela primeira vez, com um conhecimento, no cérebro, manifestam-se buscando relação com dados já armazenados.

Isso gera novas codificações. Há influência do meio ambiente e da socialização.

Se ocorrem situações semelhantes, as impressões se revelam em forma de recordações.

Se o evento  é ameaçador, é registrado como má impressão.

Quando não há ameaças, registram-se boas impressões.

Pode ocorrer que o que é agradável para um não o seja para outro. A realidade é apreendida segundo  interpretação pessoal.  Donde se percebem distorções.

Devido a isso, vê-se quanta impropriedade se encontra nas falsas interpretações:

*Achar  que já sabemos das coisas, atropelando as evidências, concluindo, apressadamente, interrompendo quem fala com um -“não precisa falar mais nada. Já entendi.” [posicionamento antecipado, distorcido.]

*Ver o ocorrido por um único ângulo –  Isto está me cheirando a irresponsabilidade” [julgamento precipitado.]

* Aplicar como regra geral incidentes isolados, preconceituosos -“Mulher no volante, é isso que dá…” [falta  de bom senso]

* Avaliar situações , maximizando-as ou minimizando-as- “Eu jamais conseguirei fazer isso.  ”  Ou – “ Ninguém faz isso melhor do que eu.”[exagero].

* Relacionar eventos externos a si mesmo, quando não há motivo para isso – “Tenho certeza que disseram isso se referindo a mim.” [suscetibilidades ]

Saberemos quando estamos distorcendo  a realidade se nosso comportamento se repete, nesse sentido,  ou se entramos em sofrimento e costumamos manifestar sentimentos negativos como raiva, medo,  angústia, tristeza.

A percepção  dessa falha e sua devida correção,  será apenas  uma questão de Atitude.

  1. Livro da Psicóloga Mônica Z. P. Campetti, psicoterapeuta que ministra cursos nas  áreas de Psicologia, Gestão de Pessoas, Pedagogia e Comunicação, em parceria com o mestre em Ciência da Informação: Geraldo Campetti.

 

(Elzi Nascimento é psicóloga clínica e escritora / Elzita Melo Quinta é  pedagoga, especialista em Educação e escritora. São responsáveis pelo Blog Espírita: luzesdoconsolador.com. Elas escrevem no DM às sextas-feiras e aos domingos)

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia