Brasil

A história não se corrompe

Redação DM

Publicado em 8 de abril de 2016 às 03:25 | Atualizado há 10 anos

Vivemos tempos bestiais em nossa política. Estamos diante de uma guerra de frutos de uma mesma raiz, com agendas diferentes.

Uns ganham as eleições de forma democrática, com o apoio popular, mas rasgam as promessas de campanha e traem milhões de expectativas que o povo depositou, outros inconformados com a falta de votos e a chance de voltar ao poder se esvaindo, tentam rasgar a Constituição e dar um golpe no Brasil.

Entretanto, não podemos corromper nossa história, ou simplesmente falsear verdades absolutas.

Uma destas verdades é que Luiz Inácio Lula da Silva foi, sem dúvida, um dos melhores presidentes do Brasil.

Seu legado de justiça social e ascensão de milhões de brasileiros que saíram da miséria para uma condição de consumo, é fato inegável.

Mas há uma diferença insofismável entre presidentes e estadista.

Neste contexto, o Brasil teve bons presidentes como Lula, Juscelino, Itamar Franco, entre outros, mas teve apenas um Estadista, chamado Getúlio Vargas.

Diferenças entre visões e realizações criam um verdadeiro fosso entre Getúlio e os demais. Foi através dele que se iniciou uma era jamais vista na história brasileira.

Responsável pela visão de desenvolvimento, baseado na Soberania Nacional, Getúlio Vargas é o único Estadista que esse país produziu.

Os alicerces de nossa industrialização têm nas gêneses da Era Vargas seu DNA.

Foi ele quem edificou a visão positivista que consignava um projeto de futuro para o Brasil, razão pela qual trouxe por meio do Código Nacional de Mineração e o Código Nacional de Águas e Energias a responsabilidade estratégica de controle nacional de nossas riquezas, ferramentas essenciais e indispensáveis para o desenvolvimento.

Também foi ele que edificou a Companhia Siderúrgica Nacional, devido à importância do aço, criou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, pois precisamos de energia para sustentar o progresso.

Proporcionou a “Marcha para o Interior”, pois compreendia de forma assertiva que o desenvolvimento deveria se enraizar no cerne da Nação.

Visionário, edificou o BNDES, para financiar de forma definitiva o desenvolvimento.

E mais do que isso, Getúlio Vargas enfrentou os grandes interesses internacionais contra a visão de submissão e servilismo que muitos até hoje cultivam.

Criou a Petrobras, símbolo de nossa Soberania Nacional, pagou com a vida, mas venceu os vendilhões.

Na área social, Getúlio é insuperável na emancipação de direitos jamais vistos na sociedade Brasileira; encontrou um sistema feudal de semiescravidão e deu cidadania ao povo.

A mulher relegada teve direito ao voto, o que se tornou uma afronta imperdoável à aristocracia coronelista tupiniquim da época.

Consolidou as leis trabalhistas na CLT, conquista essa que até hoje os brasileiros usufruem.

Criou a liberdade sindical, o salário mínimo, o Ministério da Educação, assim como o Ministério do Trabalho.

Mais do que tudo isso, Getúlio criou o orgulho pátrio, e demonstrou de formas incontestes que os presidentes se ajoelham em determinados temas, mas o grande Estadista luta de pé e com a espinha ereta na construção de uma nação.

Por isso mesmo que depois de tanto tempo de sua morte, Getúlio Vargas continua a ser o único grande Estadista, que esse país produziu.

Presidentes têm vários.

 

(Henrique Matthiesen, bacharel em Direito)

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