“PF não pode ser envolvida em disputa política ou ideológica”
Redação DM
Publicado em 7 de dezembro de 2021 às 13:34 | Atualizado há 5 anos
Sob pressão e suspeita de ingerência política nas trocas de delegados de cargos-chave, o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino disse que a PF “não pode ser envolvida na disputa política, eleitoral e ideológica, pois é uma instituição de Estado, não de governo, respeitada e admirada pela sociedade”.
O presidente Jair Bolsonaro já é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por interferência política na PF, depois da denúncia do então ministro da Justiça Sergio Moro, e da decisão de Bolsonaro de demitir o diretor-geral à época, Maurício Valeixo. Maiurino, porém, garante: “O presidente nunca me pediu nada e não interferiu em nada, muito menos em processos de investigação”.
O diretor insiste: “Desafio qualquer delegado a dizer e a provar que, na minha gestão, algum deles recebeu orientação para agir de uma forma ou de outra numa investigação, para proteger ou perseguir alguém. Isso seria um absurdo, um crime grave”.
“Meu partido é o Brasil. Sou um democrata, defendo o Brasil e sou fiel ao meu pai, que teve destaque como policial militar e é um exemplo na minha vida”, disse Maiurino.