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20 corpos são levados para praça da Penha, no Rio

Redação Online

Publicado em 29 de outubro de 2025 às 08:59 | Atualizado há 9 meses

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Cristina Camargo e Bruna Fantti – Folha Press

Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, levaram na madrugada desta quarta-feira, 29, aos menos 20 corpos para a praça São Lucas, na comunidade.

Eles foram localizados na mata localizada entre os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade, onde foi realizada a operação mais letal da história do estado, nesta terça, 28.

A advogada Flávia Fróes, que acompanha a retirada dos corpos, afirma que alguns deles têm marcas de tiros na nuca, facadas nas costas e ferimentos nas pernas.

Defensores de direitos humanos pediram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a presença de interventores e peritos internacionals no Rio. A advogada chama a ação policial de “o maior massacre da história do Rio de Janeiro”. Enfileirados, os corpos estão cercados de moradores, que tentam identificar familiares e amigos.

A mãe de um dos mortos, um jovem de 20 anos, diz que encontrou filho com o pulso amarrado, na mata: “Dava tempo de socorrer”, afirmou. Ao lado dos corpos, mulheres choraram e se abraçaram após reconhecer alguns dos mortos, na manhã desta quarta. “Meu filho”, disse uma delas, em prantos.

Rodeados de fotógrafos e cinegrafistas, todos os corpos foram descobertos por volta das 7h. Segundo o ativista Raull Santiago, a exposição foi um pedido dos familiares, para mostrar o estado em que as pessoas foram encontradas.

“Uma cena que entra para a história de terror do Brasil”, disse. De acordo com ele, os moradores encontraram ao menos 40 corpos na mata que não estão na contagem oficial de 64 mortos. O governo estadual ainda não se pronunciou sobre a localização desses corpos.

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