Caiado eleva tom contra Lula e acusa PT de “omissão cúmplice” no combate ao crime
Redação Online
Publicado em 4 de novembro de 2025 às 15:19 | Atualizado há 8 meses
Segundo o governador, o crime organizado já domina regiões da Amazônia
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT de “conviverem bem com o narcotráfico” e de se omitirem no combate às facções criminosas. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Caiado afirmou que o governo federal usa “desculpas ideológicas” para não enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Caiado contestou a tese de que reconhecer facções como grupos terroristas abriria brecha para interferência internacional, como dos Estados Unidos. “Nenhum país perdeu soberania por enfrentar o crime. O que destrói a soberania do Brasil é a omissão do PT”, disse. O governador comparou o caso brasileiro a exemplos da Itália e da Colômbia, onde movimentos violentos foram enfrentados com as Forças Armadas.
Segundo o governador, o crime organizado já domina regiões da Amazônia e atua como um “Estado paralelo”. “O PCC decide quem vive e quem morre. Isso é terrorismo, não é crime comum”, afirmou. Caiado defende que o Brasil adote uma política de enfrentamento mais dura, com o uso coordenado das forças de segurança e respaldo jurídico para operações de maior impacto.
Em tom eleitoral, Caiado acusou Lula de manter proximidade com lideranças do crime e de transformar comunidades dominadas pelo tráfico em palanques políticos. “O único que entra lá é o Lula. Ele é recebido com festa, enquanto nós não podemos entrar. No dia da eleição dele, houve comemoração nos presídios”, disse. O governador afirmou que o país vive um “divisor moral” e defendeu que “onde a direita governa, bandido não se cria”.
As declarações reforçam o tom de polarização que deve marcar as eleições de 2026. Enquanto o governo federal propõe uma PEC da Segurança e cria um escritório emergencial para o tema, governadores como Caiado, Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro tentam assumir a dianteira do debate. Pré-candidato natural da centro-direita, Caiado aposta na pauta da lei e da ordem como bandeira para a sucessão presidencial.
Foto e Vídeo: Redes Sociais