STF forma maioria para manter prisão preventiva de Jair Bolsonaro
Léo Carvalho
Publicado em 24 de novembro de 2025 às 11:05 | Atualizado há 6 meses
Primeira Turma confirma, em sessão virtual, votos pela continuidade da custódia do ex-presidente, com três ministros alinhados ao relator Alexandre de Moraes | Foto: Tom Molina/STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou, ao longo desta manhã (24), maioria para manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu a votação defendendo a continuidade da medida cautelar, argumentando que permanecem presentes os requisitos legais que justificaram a detenção inicial, incluindo violações anteriores de medidas impostas pela Corte.
Na sequência, Flávio Dino acompanhou integralmente o relator, reforçando que a postura recente do ex-presidente evidencia risco à ordem pública e sinaliza possibilidade de novas tentativas de obstrução da Justiça. O ministro também destacou que as circunstâncias que motivaram a prisão preventiva não foram afastadas e, portanto, não haveria elementos jurídicos para sua revogação.
Cristiano Zanin registrou seu voto seguindo o mesmo entendimento, consolidando a maioria. Para ele, a manutenção da custódia é necessária diante do conjunto de comportamentos atribuídos ao ex-presidente durante o cumprimento das medidas cautelares anteriores e da gravidade dos fatos apurados.
A ministra Cármen Lúcia ainda não havia lançado seu voto até o último registro da sessão. Como a deliberação ocorre em ambiente virtual extraordinário, das 8h às 20h, o resultado final deve ser confirmado ao término do prazo, embora a maioria já esteja formada.
Com isso, o cenário aponta para a continuidade da prisão preventiva, mantendo Bolsonaro sob custódia enquanto avançam as investigações e processos que motivaram a medida. A posição dos ministros evidencia que, na avaliação da Primeira Turma, o risco de descumprimento de determinações judiciais permanece relevante e suficiente para sustentar a decisão.
Ministro Alexandre de Moraes lista descumprimentos consecutivos de medidas cautelares para justificar a manutenção da prisão preventiva. Vejam quais são:
- 21 de julho – uso de redes sociais;
- 3 de agosto – participação, por meio das redes sociais, de ato de apoiadores na Av. Paulista (que levou à decisão pela prisão domiciliar);
- 21 de novembro – violação da tornozeleira eletrônica.