Isenção do Imposto de Renda será lei nesta quarta-feira (26) para quem ganha até R$ 5 mil por mês
Léo Carvalho
Publicado em 25 de novembro de 2025 às 17:08 | Atualizado há 6 meses
A atualização da tabela do IR corrige defasagem histórica e aumenta o poder de compra da população | Foto: Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionará nesta quarta-feira (26) a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), medida que vai atingir até R$ 5 mil de rendimento mensal. A mudança, que entra em vigor em janeiro de 2026, deve beneficiar cerca de 15,5 milhões de brasileiros e corrige uma defasagem de mais de 140% na tabela do IR acumulada desde 1996, de acordo com a Unafisco Nacional.
Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a nova lei prevê descontos progressivos para rendimentos de até R$ 7.350, aumentando a justiça fiscal e aliviando a carga tributária sobre a maior parte da população. Para especialistas, a atualização da tabela representa não apenas um ganho direto no orçamento das famílias, mas também um estímulo ao consumo e à economia local.
O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) avalia que a medida é um marco para a recuperação do poder de compra dos trabalhadores. Segundo a presidente do CRCGO, Sucena Hummel, “essa atualização corrige uma distorção histórica e vai permitir que milhões de brasileiros tenham mais recursos para suas despesas básicas e investimentos pessoais”.
O projeto também traz novas regras para rendas mais altas. Pessoas com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil terão alíquotas progressivas que podem chegar a 10% sobre rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão, incluindo lucros e dividendos. A partir de 2026, valores de lucros e dividendos distribuídos acima de R$ 50 mil por mês passarão a ser tributados, também em 10%, visando aumentar a arrecadação sobre os mais ricos.
Sucena Hummel destaca ainda a importância de informar corretamente os contribuintes sobre essas mudanças. “O sistema tributário brasileiro é complexo. O CRCGO atua para que profissionais da contabilidade e cidadãos compreendam as implicações dessa atualização, garantindo que todos saibam como será afetado o orçamento familiar e empresarial”, afirmou.
Com a sanção, o governo federal pretende não apenas reduzir desigualdades tributárias, mas também estimular a economia, ao devolver parte do poder de compra perdido ao longo de quase três décadas.