Economia

BC aponta que 48,7 milhões de brasileiros ainda têm “dinheiro esquecido” em bancos

Léo Carvalho

Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 11:10 | Atualizado há 6 meses

Sistema de Valores a Receber do Banco Central ainda guarda quase R$ 10 bilhões em recursos esquecidos por milhões de brasileiros | Foto: IA/Léo Carvalho
Sistema de Valores a Receber do Banco Central ainda guarda quase R$ 10 bilhões em recursos esquecidos por milhões de brasileiros | Foto: IA/Léo Carvalho

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (9) que 48,7 milhões de pessoas físicas ainda têm valores a receber de bancos e outras instituições financeiras, em um total que se aproxima de R$ 10 bilhões parados no sistema. A quantia está disponível por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), que reúne saldos antigos de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, consórcios e outros recursos que não foram resgatados pelos clientes.

Embora o montante global seja bilionário, a maior parte dos beneficiários tem direito a quantias pequenas, o que ajuda a explicar por que tantos valores continuam esquecidos. A faixa mais comum é a de até R$ 10, que concentra a maioria dos casos, seguida por valores entre R$ 10 e R$ 100. Há também um grupo menor com cifras acima de R$ 1 mil, geralmente ligadas a empresas ou a operações financeiras mais antigas.

Desde a reabertura do sistema, bilhões de reais já foram devolvidos a cidadãos e empresas, mas o volume remanescente mostra que muitos brasileiros ainda desconhecem ou não conferem com frequência se têm dinheiro a receber. Essa checagem é importante sobretudo em um cenário de orçamento apertado, em que qualquer valor extra pode ajudar a aliviar dívidas ou reforçar a renda mensal.

Cuidado com golpes de site falso

A consulta é feita exclusivamente pelo ambiente oficial do governo, por meio de login mediante CPF e senha no portal gov.br, o que reduz o risco de fraude e de acesso indevido a dados pessoais. Após a verificação, o usuário pode solicitar a transferência do valor, geralmente via Pix, sem custo adicional. O Banco Central reforça que não envia links por mensagens ou aplicativos e que qualquer comunicação com o cidadão deve ser feita diretamente pelos canais oficiais, orientação que também serve para evitar golpes.


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