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Filha de Lindomar Castilho publica carta aberta e reflete sobre luto, finitude e violência

Léo Carvalho

Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 22:35 | Atualizado há 5 meses

Carta aberta de Lili De Grammont repercute nas redes e provoca reflexão ao ser publicada na íntegra na matéria | Foto: Rede social/Lili/Instagram
Carta aberta de Lili De Grammont repercute nas redes e provoca reflexão ao ser publicada na íntegra na matéria | Foto: Rede social/Lili/Instagram

A filha de Lindomar Castilho, falecido recentemente, publicou uma carta aberta em seu perfil no Instagram na qual expõe sentimentos profundos sobre a morte do pai e o impacto irreversível do feminicídio cometido contra sua mãe. Assinado como Lili, o texto mistura despedida, reflexão e crítica, ao tratar de temas como vaidade, narcisismo, masculinidade tóxica e finitude humana.

Na publicação, Lili De Grammont afirma que a morte do pai encerra um ciclo marcado por dor e rupturas. Ao reconhecer a condição humana como finita e imperfeita, ela destaca que, ao tirar a vida da mãe, o pai também teria “morrido em vida”, transformando-se de figura paterna em símbolo de violência, com consequências devastadoras para toda a família.

A carta não evita questões difíceis. A autora fala sobre perdão de forma não linear, descrevendo-o como um processo complexo, atravessado por camadas de sofrimento e amadurecimento. Segundo ela, a própria vivência a levou a compreender a importância de olhar para dentro, aceitar vulnerabilidades e buscar evolução pessoal.

Em tom reflexivo, Lili também critica padrões de masculinidade associados ao poder e ao controle, desejando que a alma do pai encontre cura e transformação. A mensagem reforça a ideia de que o poder exige responsabilidade e que cada indivíduo carrega luz e sombra, cabendo a cada um escolher qual delas alimentar.

O texto se encerra com uma despedida marcada pela espiritualidade e pela consciência da brevidade da vida. Para a autora, a felicidade passa pela aceitação da finitude e pela construção diária de pequenos milagres, mesmo diante da dor.

A carta completa, escrita por Lili De Grammont, está publicada na íntegra e pode ser lida na sequência.


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