Asa Branca ganha retrato humano e emocionante nos cinemas brasileiros. Veja o trailer
Léo Carvalho
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 10:17 | Atualizado há 7 meses
A história de um dos maiores ícones da cultura de rodeios do Brasil ganhou vida nas telonas. Estreado nos cinemas no dia 18 de dezembro de 2025, o longa “Asa Branca – A Voz da Arena”, protagonizado por Felipe Simas e dirigido por Guga Sander, traz uma produção que mergulha nas contradições, nas paixões e no legado de Waldemar Ruy dos Santos, um homem que transformou o universo sertanejo em espetáculo nacional.
“Seguuuuura, peão” é o bordão mais famoso do rodeio, imortalizado pelo locutor Asa Branca, que chegou a torrar dinheiro após faturar R$ 1 milhão por mês ao revolucionar os rodeios. Ele também namorou várias mulheres famosas, como a apresentadora Marília Gabriela, a atriz Aléxia Deschamps e Núbia Oliiver.
Mais do que recontar passagens biográficas, o filme aposta em uma abordagem sensível, que revela o carisma e a intensidade do locutor que marcou gerações. Segundo o diretor Guga Sander, a proposta é despertar no público o desejo de redescobrir o verdadeiro Asa Branca, dono de uma trajetória repleta de excessos, tragédias e superações. “Ao ver o filme, as pessoas vão começar a pesquisar sobre o Asa Branca. Vão encontrar as histórias mais trágicas e as mais engraçadas […] tem tanta coisa boa e tantas dificuldades que as pessoas com certeza vão querer saber mais”, afirmou o cineasta.
Em cena, Felipe Simas constrói um personagem de alma inquieta, guiado por um olhar sonhador e uma voz carregada de emoção, traços que, segundo o ator, definem o magnetismo do protagonista. “A diferença do Asa para um locutor muito técnico é que ele passava emoção. Quando ele falava, o público embarcava com ele”, disse Simas.
A fotografia vibrante e a trilha sonora envolvente reforçam o clima de nostalgia e intensidade de um tempo em que o rodeio era mais do que um espetáculo: era uma paixão coletiva. “Asa Branca – A Voz da Arena” surge, assim, como um tributo a um personagem que, mesmo marcado por altos e baixos, segue ecoando na memória popular como símbolo de autenticidade e emoção.