Equipe médica ajusta medicação de Bolsonaro após cirurgia de hérnias em Brasília
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 16:23 | Atualizado há 5 meses
Boletim médico divulgado nesta sexta-feira atualiza quadro clínico de Jair Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um boletim médico divulgado na tarde desta sexta-feira (26) informou que a equipe responsável pelo tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro promoveu ajustes na medicação utilizada para controlar crises de soluço. Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a última quarta-feira (24).
De acordo com a atualização, o ex-chefe do Executivo passou por uma cirurgia no Natal para correção de duas hérnias inguinais. Após o procedimento, ele iniciou um processo de reabilitação que inclui sessões de fisioterapia, adequação do controle da dor e a adoção de medidas farmacológicas voltadas à prevenção de trombose.
A nota médica também destaca que o acompanhamento do paciente é feito por uma junta de profissionais, entre eles o cardiologista Brasil Ramos Caiado. Além de ser reconhecido nacionalmente por sua atuação na área, o médico é primo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
A internação e a posterior realização do procedimento cirúrgico ocorreram após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Antes de conceder o aval, o magistrado solicitou a elaboração de um laudo para análise de peritos da Polícia Federal e pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.
Confira na íntegra a nota oficial divulgada pela equipe médica
“Brasília, 26 de dezembro de 2025 – O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro encontra-se internado no hospital DF Star, em cuidados pós-operatórios de herniorrafia inguinal bilateral por via convencional. Iniciou reabilitação com fisioterapia, otimização de analgesia e medidas farmacológicas para prevenção de trombose. Foram realizados ajustes das medicações para soluço e para doença do refluxo gastro-esofágico. No dia de hoje, não há previsão de novos exames complementares ou procedimentos“, diz a nota assinada pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado e Allisson Barcelos Borges.