Escândalo familiar derruba pastor da Igeja Assembleia de Deus em Marabá (PA)
Léo Carvalho
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 11:19 | Atualizado há 5 meses
Filho (à esquerda) é suspeito de oferecer esposa (à esquerda) para pai pastor (ao centro) e planejar matar a mãe (à direita) para culpá-lo e assumir a igreja | Foto: Divulgação
A Assembleia de Deus Missão em Marabá (PA) vive um dos maiores terremotos de sua história recente. O pastor Sales Batista de Souza foi afastado neste sábado (27) dos cargos de presidente da Assembleia de Deus Missão Marabá e de vice-presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Pará (Comieadepa), após denúncias feitas por sua esposa, a missionária Raquel Viegas. Ela contratou um investigador particular que descobriu um relacionamento de seis anos entre o marido e Luciana Salles, esposa do próprio filho do casal, Kennedy Salles.
O caso, inicialmente tratado como uma questão familiar, ganhou dimensão pública e passou a impactar diretamente a estrutura de comando da igreja. Segundo pessoas próximas à denominação, a revelação do suposto relacionamento também expôs brigas antigas e desencadeou uma disputa interna envolvendo sucessão ministerial, patrimônio familiar e controle institucional.
Nos bastidores, lideranças relatam que o conflito extrapola o adultério. Há acusações de que Kennedy Salles teria articulado a exposição do caso para fragilizar a imagem do pai, especialmente após o encerramento de um apoio financeiro que recebia. As denúncias incluem ainda suspeitas graves, como a existência de um suposto plano de assassinato dentro da família, questionamentos sobre a paternidade dos filhos de Luciana e o desaparecimento de uma dívida estimada em cerca de R$ 500 mil que estaria relacionada aos cofres da igreja.
Diante da gravidade das acusações e da repercussão entre os fiéis, a diretoria da Assembleia de Deus Missão em Marabá decidiu pelo afastamento imediato de Sales Batista da presidência local e deu início a um processo de transição na liderança. Em nota oficial, o pastor reconheceu falhas pessoais, pediu perdão à membresia e confirmou sua renúncia também ao cargo que ocupava na convenção estadual da denominação no Pará.
A igreja convocou seus membros para um período de jejum e oração, em uma tentativa de conter a crise e preservar a unidade da comunidade. Paralelamente, informações de bastidores indicam que Kennedy Salles estaria se preparando para deixar o Brasil em meio às apurações internas, o que ampliou ainda mais as tensões.
A Assembleia de Deus Missão em Marabá emitiu a seguinte nota:
