O caminho de Maduro sob escolta da DEA
DM Redação
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 11:56 | Atualizado há 6 meses
Em uma operação que desafia as fronteiras da soberania e redefine o alcance do poder judiciário americano, Nicolás Maduro foi detido e transportado sob custódia federal para os Estados Unidos. A imagem, que já circula globalmente, mostra o agora ex-líder venezuelano com o rosto oculto, escoltado por uma falange de agentes táticos em uma pista de pouso militar o ponto final de uma perseguição jurídica que se estendia desde 2020.
As acusações que aguardam Maduro no Tribunal do Distrito Sul de Nova York são severas: narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e crimes relacionados a armas. Segundo fontes oficiais, a operação foi o ápice de uma ofensiva coordenada, classificada pelo ex-presidente Donald Trump como “brilhante”. Enquanto Washington celebra o que chama de restauração da ordem, o Palácio de Miraflores, em Caracas, denuncia o ato como um sequestro de Estado e exige provas de vida do líder e da primeira-dama.
A ação abre um precedente sísmico. A base legal da operação uma incursão militar para cumprir mandados criminais em solo estrangeiro é objeto de intenso debate internacional. Especialistas em Direito Penal Internacional questionam se o ato constitui uma aplicação legítima da jurisdição extraterritorial ou uma violação direta da Carta das Nações Unidas.
No centro da disputa está a tensão entre a imunidade de chefes de Estado e a doutrina americana de persecução contra crimes que ameaçam a segurança nacional e o sistema financeiro global.