Jovem de 21 anos morta em Iporá construía vida com trabalho e discrição
Redação Online
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 21:06 | Atualizado há 5 meses
A jovem mantinha uma rotina reservada, sem envolvimentos amorosos, dedicada ao trabalho e à casa
Natural de Piranhas, no interior de Goiás, Natasha Eduarda Alves de Sá tinha 21 anos e era estudante de Agronomia. Filha do meio entre três irmãos, ela morava em Iporá havia pouco mais de três anos, onde conciliava os estudos com o trabalho em um supermercado da cidade. O objetivo era claro: estruturar a própria vida com esforço e independência.
No supermercado, Natasha iniciou no caixa e conquistou, em menos de um ano, a promoção para o cargo de fiscal. Segundo o pai, Marcelo Rezende, a jovem mantinha uma rotina reservada, sem envolvimentos amorosos, dedicada ao trabalho e à casa. Aos poucos, mobiliava o imóvel onde morava sozinha, fruto do próprio salário. “Ela estava construindo a vida dela”, resumiu.
O velório ocorreu no memorial de Piranhas e reuniu familiares, amigos, moradores da cidade e pessoas de municípios vizinhos. A presença maciça refletiu o carinho que Natasha despertava. Descrita como alegre e querida, a jovem deixou uma marca de afeto entre aqueles que conviveram com ela.
O crime ocorreu na tarde de terça-feira (20/01), quando Natasha foi atacada com golpes de faca por um ex-colega de trabalho. Socorrida, não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi localizado em casa por equipes do Geic e da Polícia Militar, ainda com a arma usada no ataque.
Em relato informal, ele alegou vingança por críticas feitas pela vítima. A prisão em flagrante foi decretada por homicídio qualificado por motivo fútil, e o caso segue sob investigação.
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