PC trabalha com tese de que corretora foi morta em condomínio e corpo retirado em caminhonete
Léo Carvalho
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 12:53 | Atualizado há 4 meses
Investigação aponta que corretora Daiane Alves foi morta no subsolo do condomínio em Caldas Novas | Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) trabalha com a tese de que a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta dentro do condomínio em que morava, em Caldas Novas (GO), no Sul do Estado. De acordo com a investigação, o crime teria acontecido no subsolo do edifício, área de circulação controlada diretamente pelo síndico, que está preso e é apontado como principal suspeito do assassinato.
Conforme a apuração policial, o corpo de Daiane não permaneceu no local do crime. A principal linha investigativa indica que uma caminhonete foi usada para retirar o cadáver das dependências do condomínio. O veículo, que aparece nas câmeras de segurança deixando a garagem após o horário em que a corretora teria sido vista pela última vez, passou por uma limpeza minuciosa, o que reforça, para os investigadores, a suspeita de tentativa de apagamento de vestígios.
O subsolo do prédio também teria sido alvo de higienização intensa logo depois do desaparecimento da corretora. Essa movimentação chamou a atenção da polícia, que passou a cruzar imagens de circuito interno, registros de acesso e depoimentos de moradores e funcionários. A partir dessas diligências, os investigadores passaram a trabalhar com a hipótese de que o síndico teria planejado não só o crime, mas também a logística de ocultação do corpo.
A caminhonete mencionada na investigação é peça central na reconstrução da dinâmica do caso. Para os policiais, o veículo teria servido para transportar o corpo até outro ponto da cidade, onde o cadáver foi descartado. A suspeita é de que o trajeto e o horário foram escolhidos para reduzir o risco de flagra em câmeras externas e de testemunhas na rua. A análise das imagens e dos sinais deixados no subsolo sustentam a tese de que o crime foi cometido em ambiente sob controle do suspeito, o que teria facilitado a execução e a tentativa de encobrir as evidências.
Enquanto a perícia trabalha na identificação de possíveis vestígios ainda presentes tanto na garagem quanto na caminhonete, a Polícia Civil segue ouvindo novas testemunhas e aprofundando a análise de dados telefônicos e de monitoramento eletrônico. O objetivo é consolidar a linha acusatória, detalhar a participação de eventuais cúmplices e esclarecer o passo a passo do crime que chocou moradores de Caldas Novas e mobilizou buscas por Daiane desde o seu desaparecimento no dia 17 de dezembro de 2025.
Entenda o caso
Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos, estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando saiu de seu apartamento em Caldas Novas (GO) para verificar um problema de energia elétrica no subsolo do prédio onde morava. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela deixou o imóvel e entrou no elevador em direção ao subsolo, mas não há registros dela retornando ao apartamento ou saindo do prédio.
Após mais de um mês de buscas, na madrugada desta quarta-feira (28), o corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, em um local de difícil acesso. Nesse mesmo dia, foram presos o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, sob suspeita de envolvimento no homicídio. A polícia também ouviu um porteiro do prédio para esclarecimentos.
As investigações seguem em andamento com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo análise de imagens, depoimentos e perícias técnicas, enquanto equipes especializadas continuam reunindo provas para completar o inquérito policial.