Morte de corretora em Caldas Novas expõe histórico de conflitos com síndico
Redação
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 19:59 | Atualizado há 4 meses
aiane moveu ao menos 12 ações judiciais contra Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos
A morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, revelou uma sequência de disputas judiciais e embates administrativos com o síndico do condomínio onde ela morava, em Caldas Novas. A Polícia Civil de Goiás apontou que o crime teve relação direta com o agravamento dessas tensões, que se arrastavam desde 2024.
Daiane moveu ao menos 12 ações judiciais contra Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos. Os processos tramitaram nas áreas cível e criminal. Onze casos ainda seguiam em curso e um já tinha decisão favorável à corretora antes do arquivamento. As ações tratavam de restrições, conflitos administrativos e alegações de abuso de poder.
Em fevereiro de 2025, a corretora acionou a Justiça após ter o acesso às áreas comuns e aos próprios hóspedes limitado. Meses depois, o síndico convocou assembleia para barrar a entrada dela no prédio sob a justificativa de que os imóveis estavam registrados no nome da mãe. A decisão foi derrubada judicialmente.
No dia 11 de dezembro, ocorreu o trânsito em julgado da ação. Daiane garantiu o direito de circular livremente no condomínio e recebeu indenização por danos morais e materiais. Para a investigação, essa derrota judicial pesou como fator decisivo para o desfecho violento.
Testemunhas relataram que o síndico já havia interrompido o fornecimento de energia em outras ocasiões dentro do condomínio. Segundo a polícia, os cortes ocorreram como forma de pressão. No dia anterior ao desaparecimento, hóspedes da corretora informaram novo desligamento no apartamento.
Ao perceber a falta de luz novamente, Daiane desceu até a administração para registrar a situação. Ela gravou um vídeo e enviou a uma amiga. No subsolo do prédio, encontrou o síndico em uma área sem câmeras. Depois disso, não apareceu mais.
Cléber confessou o crime e indicou o local onde o corpo foi encontrado. Ele foi preso durante operação policial. O filho dele, de 27 anos, também foi detido sob suspeita de tentar atrapalhar as investigações e ocultar provas.
A Polícia Civil destacou que a sequência dos fatos mostrou escalada clara: disputas administrativas, decisões judiciais contrárias ao síndico, cortes de energia e o encontro no subsolo do condomínio. Para os investigadores, o conjunto de elementos reforçou a motivação ligada ao histórico de conflitos.
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