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Maternidade Dona Iris promove oficina de móbiles com mães de bebês internados

Redação Online

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 08:20 | Atualizado há 9 meses

Com o objetivo de fortalecer vínculos, promover acolhimento emocional e humanizar o período de internação neonatal, a Maternidade Dona Iris realizou uma oficina de confecção de móbiles com mães de bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN).

A iniciativa partiu da fisioterapeuta Letícia Rodrigues Ferreira, que idealizou a atividade como uma forma de envolver as mães no cuidado afetivo com seus filhos, mesmo diante do contexto delicado da internação.

“Os móbiles confeccionados foram pensados para estimular o desenvolvimento sensorial dos bebês e, ao mesmo tempo, proporcionar um momento de leveza e expressão emocional para as mães”, explicou.A profissional destacou ainda que a proposta buscou reforçar o sentimento de pertencimento das mães na rotina hospitalar.

“A ideia era que elas se sentissem importantes na rotina dos bebês, fazendo algo específico para eles. Muitas vezes, durante a internação, as mães acabam se sentindo sem função, já que os cuidados básicos, como troca de fralda, banho e alimentação, ficam sob responsabilidade da equipe de enfermagem. A oficina surge como uma forma de permitir que elas se sintam úteis, participativas e conectadas ao cuidado com o bebê”, completou.

A oficina foi conduzida pela equipe multiprofissional da unidade, com a participação das psicólogas Geórgia Dias e Lúcia Vasconcelos, além da fonoaudióloga Pollyanna Queiroga, reforçando a atuação integrada e humanizada no cuidado às famílias.

De acordo com a psicóloga Geórgia Dias, a atividade vai além do aspecto lúdico e contribui diretamente para o bem-estar emocional das mães. “É uma atividade ocupacional que contribui para o bem-estar das mães, para um momento de lazer. Também incentiva o vínculo e funciona como uma contribuição emocional, ao oferecer uma ocupação que foge um pouco da rotina hospitalar”, disse.

A psicóloga destacou ainda que a proposta busca ampliar o olhar para além do quadro clínico dos bebês. “É um momento para sair um pouco do foco exclusivo na doença, nos termos técnicos e nas condutas terapêuticas, proporcionando às mães uma experiência que ultrapassa as paredes da UCIN e da UTIN”, ressaltou.Para as mães, o momento representou mais do que uma atividade manual.

Internada há 15 dias com a filha na UCIN, Amanda Cristina, de 27 anos, mãe da pequena Maitê, compartilhou sua experiência ao participar da oficina. “Eu amei. Foi muito bom para distrair a mente, desligar um pouco dos problemas e viver um momento fazendo algo para a nossa filha. É muito gratificante”, relatou.

Amanda também destacou o apoio recebido durante a internação e o papel da equipe multiprofissional no cuidado integral. “Não tenho nada a reclamar do atendimento. A equipe multi me ajuda demais, tanto nos cuidados com a bebê quanto nas dúvidas. Elas dão conselhos, orientam, é como se fosse uma rede de apoio para a gente”, afirmou.

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