Seis pessoas têm intoxicação após morte de professora em aula de natação em SP
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 11:28 | Atualizado há 4 meses
Professora Juliana Faustino morreu após passar mal durante aula de natação em academia de São Paulo | Foto: Reprodução
Subiu para seis o número de pessoas que apresentaram sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, segundo informações da Polícia Civil. Entre as vítimas está a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu após passar mal e ser internada em um hospital em Santo André, na Grande São Paulo.
A nova notificação, conforme a Secretaria da Segurança Pública, é de uma mulher que precisou ser hospitalizada depois de participar da mesma aula frequentada por Juliana. Entre os intoxicados também estão o marido da professora, que nadava com ela, e um adolescente de 14 anos.
Reação química
O caso é investigado pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas). Funcionários da academia já foram ouvidos, e a polícia realiza diligências para esclarecer o ocorrido. Laudos periciais estão em andamento para identificar quais substâncias podem ter provocado a intoxicação.
Uma das principais hipóteses investigadas é a mistura inadequada de produtos químicos utilizados na manutenção da piscina. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que um funcionário deixa um recipiente na área da piscina e, em seguida, alunos que estavam nadando começam a apresentar sinais de mal-estar. Nas imagens, também é possível ver Juliana sendo retirada do local pelo marido.
Segundo o delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, o manobrista da academia era o encarregado da manutenção da piscina e está sendo procurado para prestar depoimento e detalhar quais produtos químicos eram utilizados e em quais proporções.
A perícia realizada no domingo (8) encontrou produtos químicos e um recipiente com uma mistura que segue em análise pelo laboratório do Instituto de Criminalística. Conforme o delegado, a suspeita inicial é de que a combinação das substâncias tenha provocado uma reação química, liberando gases tóxicos que intoxicaram as vítimas. Ainda segundo ele, o gás teria causado asfixia, queimaduras nas vias aéreas e formação de bolhas nos pulmões.

Academia é interditada
A academia amanheceu nesta terça-feira (10) com pichações pedindo justiça e responsabilização dos envolvidos no caso.
A direção da C4 Gym afirmou lamentar profundamente o ocorrido e informou que prestou atendimento imediato às pessoas afetadas. Em nota, o estabelecimento declarou que mantém contato com os envolvidos para oferecer suporte e que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.
A Subprefeitura de Vila Prudente interditou preventivamente a academia após identificar irregularidades relacionadas à segurança do local e constatar que o Auto de Licença de Funcionamento estava registrado em nome do antigo proprietário. A prefeitura informou ainda que iniciou o processo de cassação do alvará do estabelecimento. (Francisco Lima Neto/Folhapress)