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Manobrista diz que seguia instruções por WhatsApp em piscina onde professora morreu

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 10:31 | Atualizado há 4 meses

Funcionário relatou que preparava produtos químicos sob orientação de um dos proprietários da academia | Foto: Reprodução
Funcionário relatou que preparava produtos químicos sob orientação de um dos proprietários da academia | Foto: Reprodução

O manobrista da Academia C4 Gym afirmou à Polícia Civil que não possui formação técnica nem curso específico para preparar os produtos utilizados na piscina onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal e morreu, na zona leste de São Paulo. Segundo ele, as orientações sobre o tratamento da água eram repassadas por mensagens de WhatsApp.

A polícialinvestiga a morte da professora, ocorrida após ela passar mal em uma piscina da academia, localizada no Parque São Lucas. A apuração aponta para possível intoxicação causada pela liberação de gás tóxico durante a limpeza do local.

Apontado como responsável pela preparação dos produtos utilizados na manutenção da piscina, Severino José da Silva, de 43 anos, compareceu à delegacia nesta terça-feira (10) para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, ele relatou que exercia diferentes funções dentro da academia, incluindo a de manobrista e apoio em serviços gerais. Segundo afirmou, o preparo do material era feito sob orientação de um dos proprietários do estabelecimento.

De acordo com o relato, ele deixava o produto já preparado na borda da piscina para que o professor responsável aplicasse a substância ao fim das aulas, permitindo que a água permanecesse em repouso para a limpeza do dia seguinte.

Professora Juliana Faustino Bassetto passou mal após aula de natação e morreu horas depois | Foto: Reprodução

O funcionário também declarou que foi avisado pelo dono da academia sobre o avanço das investigações. Conforme o relato, ele teria recebido uma ligação no domingo (8) com o alerta de que a polícia estava realizando diligências nas casas de funcionários e pessoas ligadas ao caso. A informação foi divulgada pela TV Globo.

Inicialmente, a suspeita era de que a intoxicação teria sido causada por substâncias químicas dissolvidas na água. No entanto, análises preliminares, depoimentos e imagens de câmeras de segurança indicam que o problema pode ter sido provocado pela dispersão de gás tóxico no ambiente. As investigações identificaram Severino como o responsável pelo preparo do produto utilizado na limpeza.

Questionado sobre a possibilidade de responsabilização criminal do funcionário, o delegado responsável pelo caso, Alexandre, afirmou que a dinâmica dos fatos ainda está sendo analisada. Segundo ele, há a possibilidade de enquadramento por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas a hipótese depende da conclusão das investigações e da verificação do nível de responsabilidade e supervisão do trabalho.

A Polícia Civil ainda aguarda os laudos periciais realizados no local e nos materiais apreendidos, além de relatórios médicos sobre o estado das vítimas, os tipos de lesões e os sintomas apresentados. Paralelamente, o Conselho Regional de Química avalia se os produtos utilizados estavam dentro das normas e regulamentações.


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