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Líderes de organizadas de Ceará e Fortaleza renunciam cargos após brigas. Veja o vídeo

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 15:21 | Atualizado há 5 meses

Confrontos antes do clássico resultaram em 350 detenções na capital cearense | Foto: Reprodução
Confrontos antes do clássico resultaram em 350 detenções na capital cearense | Foto: Reprodução

O clássico entre Ceará e Fortaleza terminou sem gols no último domingo (8), pelo Campeonato Cearense, mas a rivalidade extrapolou as quatro linhas antes mesmo do início da partida. Horas antes de a bola rolar, confrontos entre torcedores foram registrados em diferentes pontos de Fortaleza. De acordo com informações das forças de segurança, ao menos 350 pessoas foram detidas, entre maiores e menores de idade.

Após a série de ocorrências, dirigentes e representantes regionais de torcidas organizadas anunciaram a saída de seus cargos. Em vídeos que circularam nas redes sociais, integrantes da Torcida Organizada Cearamor, da Torcida Organizada Leões da TUF, do núcleo do Bom Jardim e do Movimento Organizado Força Independente (MOFI) comunicaram oficialmente a renúncia às funções de liderança dentro dos grupos.

Relatos divulgados online indicam que houve tanto confrontos entre torcedores dos dois clubes quanto desentendimentos internos entre integrantes das próprias organizadas. Conforme balanço da Polícia Militar, 184 pessoas foram conduzidas no bairro Edson Queiroz, 165 no Jardim Iracema, nove no Passaré e duas no Bom Jardim. As detenções ocorreram em meio a ações de dispersão realizadas pelas equipes policiais.

Segundo a PM, os envolvidos trocaram agressões físicas e utilizaram pedras e pedaços de madeira durante os ataques. Os detidos poderão responder por crimes como associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, desacato, desobediência, resistência e participação em tumulto.

Apesar da violência registrada nas imagens e relatos, não houve mortes. Três pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. As circunstâncias das agressões seguem sendo apuradas pelas autoridades.

Mensagens atribuídas a facção criminosa entram na apuração

Além dos confrontos, mensagens atribuídas a integrantes de uma facção criminosa passaram a circular e também são alvo de investigação. O conteúdo, que teria sido encaminhado a líderes de torcidas organizadas, determinaria a proibição de brigas entre torcedores de Ceará e Fortaleza. Em um dos trechos divulgados, o grupo afirma que os confrontos provocam aumento da presença policial nas comunidades, o que traria prejuízos à atuação da organização criminosa.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) acompanha o caso. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil investiga todas as informações relacionadas a possíveis práticas criminosas e ressaltou que setores de Inteligência das forças de segurança estão mobilizados para auxiliar na identificação de envolvidos e na análise do material divulgado.


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