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Buscas por sete desaparecidos em naufrágio no AM entram no quarto dia

Léo Carvalho

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 14:06 | Atualizado há 4 meses

Equipes do Corpo de Bombeiros do Amazonas e de São Paulo utilizam sonar, detector de metais, drones e embarcações nas buscas pelos desaparecidos no rio | Foto: Reprodução
Equipes do Corpo de Bombeiros do Amazonas e de São Paulo utilizam sonar, detector de metais, drones e embarcações nas buscas pelos desaparecidos no rio | Foto: Reprodução

As buscas pelos sete desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu 15 entraram no quarto dia nesta segunda-feira 16, em Manaus. A embarcação afundou na tarde de sexta-feira 13, na região do Encontro das Águas, ponto de confluência dos rios Negro e Solimões. Duas pessoas morreram e 71 foram resgatadas com vida.


A força-tarefa ganhou reforço de uma equipe do Grupamento de Bombeiros Marítimo de São Paulo. O grupo é formado por três mergulhadores técnicos e dois operadores de equipamentos de varredura, acionados para prestar apoio técnico nas operações subaquáticas.


Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, os trabalhos se concentram na área onde foi identificado o ponto exato do naufrágio. A embarcação foi localizada a cerca de 50 metros de profundidade, em local de baixa visibilidade, o que dificulta o mergulho convencional.
Para ampliar a capacidade de busca, as equipes utilizam sonar e detector de metais de alta precisão, voltados à varredura subaquática e à identificação de estruturas metálicas em grandes profundidades. Também são empregados drones, embarcações e sobrevoos.


A atuação ocorre de forma integrada com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, responsável pelas buscas desde o dia do acidente. A estratégia inclui a ampliação da área de varredura e o mapeamento da embarcação no leito do rio.


O Corpo de Bombeiros de Manaus informou que as equipes já percorreram mais de 10 quilômetros rio abaixo na tentativa de localizar as vítimas. Entre os fatores que dificultam a operação estão a profundidade e a baixa visibilidade das águas.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que cinco adultos vítimas do naufrágio deram entrada em unidades da rede estadual, receberam atendimento médico e já tiveram alta hospitalar.


A lancha transportava cerca de 80 passageiros e seguia para Nova Olinda do Norte quando afundou. Samila de Souza, 3, e a estudante de odontologia Lara Bianca, 22, morreram.
Entre os desaparecidos estão dois homens e três mulheres já identificados pelas autoridades, além de outras duas pessoas cujos nomes ainda não foram divulgados oficialmente.


A partir desta segunda-feira, 16, o posto de atendimento montado para dar suporte aos familiares dos desaparecidos funciona no Porto Privatizado de Manaus, das 8h às 18h.


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