Economia

Avon é acusada de contaminação com amianto nos EUA e faz acordo na justiça

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 13:31 | Atualizado há 3 meses

Natura aceita acordo de processo desfavorável à Avon nos EUA | Foto: Reprodução
Natura aceita acordo de processo desfavorável à Avon nos EUA | Foto: Reprodução

A Natura informou nesta segunda-feira (23) que optou por firmar acordo para encerrar em definitivo um caso envolvendo a Avon nos Estados Unidos mediante pagamento de US$ 67 milhões (R$ 347,16 milhões).

Conforme fato relevante emitido pela empresa, o acordo se refere a uma sentença de primeira instância desfavorável à Avon Products em relação às alegações de contaminação por amianto em produtos de talco, sendo que o valor atualizado da condenação seria de aproximadamente US$ 68,8 milhões (R$ 356,49 milhões). O impacto financeiro do desembolso ocorrerá em 6 de março e será majoritariamente compensado pelo recebimento de US$ 22 milhões (R$ 114 milhões) referentes à venda da Avon Card e 26,9 milhões de euros (R$ 163,56 milhões) referentes à venda da Avon Rússia, disse a empresa.

“A realização deste acordo não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares da companhia e/ou de suas controladas e atende aos seus melhores interesses, tendo em vista as peculiaridades da legislação norte-americana”, disse.

Em dezembro de 2022, a Natura&Co anunciou que a Avon Products fora multada em US$ 46,3 milhões nos Estados Unidos após uma mulher dizer que produtos da companhia a base de talco teriam contribuído para desenvolvimento de câncer.

Rita-Ann Chapman e seu marido Gary Chapman alegam que produtos em pó vendidos pela Avon, a partir da década de 1950, foram contaminados com amianto durante o processo de formação e mineração do talco. Segundo eles, esses produtos teriam contribuído para o desenvolvimento de mesotelioma em Rita-Ann.

O mesotelioma é um câncer que atinge o mesotélio, membrana do interior das paredes torácica e abdominal. A Natura&Co disse em comunicado que a Avon recorreria da decisão. Segundo a empresa brasileira, a Avon acredita ter “fortes fundamentos” para anular o veredicto, pois via exclusão indevida pelo tribunal de toda as testemunhas factuais e erro ao negar pedidos de anulação do julgamento. A Natura&Co disse que a Avon nunca usou amianto em suas fórmulas.

(Folhapress)


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