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Netflix anuncia estreia de minissérie sobre o Césio-137. Confira o trailer

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 17:21 | Atualizado há 3 meses

Produção da Netflix revive a tragédia radiológica que marcou o Brasil em 1987 | Foto: Divulgação
Produção da Netflix revive a tragédia radiológica que marcou o Brasil em 1987 | Foto: Divulgação

A minissérie da Netflix que retrata o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, está prestes a chegar ao catálogo da plataforma. Após críticas nas redes sociais pelo fato de grande parte das gravações ter sido realizada fora da capital goiana, a produção ganhou novo destaque com a divulgação de um teaser que apresenta trechos inéditos, bastidores e parte do elenco principal.

Entre os nomes confirmados estão Paulo Gorgulho, Leandra Leal e Johnny Massaro, artistas com trajetória consolidada na televisão brasileira. No material promocional, Massaro destaca o ineditismo da tragédia ao afirmar que um acidente radiológico daquela proporção nunca havia ocorrido nos mesmos moldes. Segundo ele, o brilho azulado do material radioativo despertou curiosidade nas vítimas, que desconheciam completamente o risco envolvido.

Gorgulho também traça um paralelo entre o caso brasileiro e o desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 1986, na então União Soviética. O ator ressalta que, enquanto no episódio europeu houve a explosão de uma usina, em Goiânia o material contaminado permaneceu por dias dentro de residências, sendo manuseado por moradores que não tinham noção da gravidade da situação.

Já Leandra Leal relembra, no vídeo divulgado, o impacto social e emocional causado pela retirada forçada das famílias de suas casas. A atriz interpreta uma personagem que vivencia o processo de isolamento e desinfecção, momento que marcou profundamente a história da cidade e expôs o medo coletivo diante da contaminação.

Relembre o caso

O acidente ocorreu em setembro de 1987, quando um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada foi encontrado por um catador de materiais recicláveis. Ao desmontar o equipamento, ele teve acesso a uma cápsula que continha o pó azul luminoso do Césio-137. O material foi compartilhado entre familiares e vizinhos, o que ampliou rapidamente o número de contaminados.

Entre as vítimas fatais está Leide das Neves, criança que se tornou símbolo da tragédia. O episódio é considerado um dos maiores acidentes radiológicos da história fora de usinas nucleares. A minissérie “Emergência Radioativa” tem estreia prevista para 18 de março e promete revisitar os fatos sob a ótica das vítimas, profissionais de saúde e autoridades envolvidas na contenção da crise.

Confira o trailer:


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