Chega a 64 o número de mortos após chuvas na zona da mata, em Minas Gerais
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 09:50 | Atualizado há 5 meses
Chuvas em Juiz de Fora | Foto: Bombeiros MG/Divulgação
O número de mortes registradas após os temporais na zona da mata de Minas Gerais chegou a 64 na manhã desta sexta-feira (27), aponta balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros.
São 58 mortes em Juiz de Fora e outras seis em Ubá. Os municípios têm três e duas pessoas desaparecidas, respectivamente. Os bombeiros continuam as buscas em três frentes de trabalho.
A cidade de Juiz de Fora foi a mais atingida pelo temporal ocorrido entre segunda (23) e terça-feira (24).
Nova rodada de chuvas
Fortes chuvas voltaram a atingir a cidade na noite de quarta-feira (25). O Hospital de Pronto Socorro, um dos principais da cidade, teve o subsolo inundado, houve novos deslizamentos e várias vias ficaram alagadas, impedindo a passagem de serviços essenciais.
O rio Paraibuna chegou a 4 metros de altura e a prefeitura avisou a população para não circular na região. Houve também um desabamento de prédio no bairro Vila Ideal e um deslizamento de terra no bairro Três Moinhos.
Na noite desta quinta (26), a prefeitura precisou interditar por recomendação da Defesa Civil um trecho da avenida Presidente Itamar Franco que dá acesso ao bairro Dom Bosco, um dos locais onde foram registrados deslizamentos.
Ao todo, segundo a administração de Juiz de Fora, o município ainda tem mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas. A cidade está em estado de calamidade pública desde a última terça-feira.
Alertas e áreas de risco
Moradores de Juiz de Fora chegaram a receber alerta da Defesa Civil sobre o risco dos temporais pouco antes da tragédia.
Eles disseram à reportagem, porém, nunca ter recebido um treinamento sobre como reagir em situações de emergência.
O município é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: 128 mil.
(Folhapress)