Feminicídio em alta e suicídio de agressores acendem alerta no TJGO
Redação Online
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 15:59 | Atualizado há 3 meses
Para março, mês da Mulher, estão previstas visitas a 15 escolas estaduais para ações educativas sobre violência de gênero
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) acendeu alerta diante de uma nova tendência nos casos de feminicídio no estado: o suicídio do autor após o assassinato da vítima. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, 13 mulheres foram mortas por feminicídio em Goiás.
A diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patrícia Dias, afirmou que o feminicídio não acompanha a redução dos índices criminais no estado. “Na verdade, os casos cresceram”, destacou, citando episódios recentes que chocaram a sociedade.
Casos como o do policial penal Rogério Naves e do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, evidenciam o fenômeno. Para o observatório, esses episódios reforçam a percepção de evasão de responsabilidade e inviabilizam a aplicação da pena.
O novo direcionamento do Observatório do Feminicídio e Violência Doméstica Contra a Mulher do TJGO é reforçar ações preventivas. “Não basta reprimir depois que já aconteceu”, afirmou a juíza Patrícia Dias, defendendo a atuação antes da consumação dos crimes.
Para março, mês da Mulher, estão previstas visitas a 15 escolas estaduais para ações educativas sobre violência de gênero. Em parceria com o Juizado do Torcedor, vídeos informativos serão exibidos durante partidas de futebol, com orientações sobre denúncias e acolhimento.
O observatório definiu novas metas com foco na prevenção integrada entre Judiciário, Ministério Público e forças policiais. Um plano de trabalho renovado será apresentado no início de março para fortalecer o monitoramento de casos com medidas protetivas.
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